sexta-feira, 18 de junho de 2010

Crônicas da Minha Vida (144) + Devaneio




.: Devaneio :.


Eu sou diabético, logo tenho de me exercitar e para me exercitar, tenho de ir à academia. Eu odeio ir à academia, odeio mesmo, para mim não há nada pior que abandonar o conforto do meu lar para ir a um lugar onde não somente eu ficarei suado e fedido como também terei de aguentar o show dos professores de academia. Em primeiro lugar, eles não são professores, nós os chamamos assim por educação e por falta de termo melhor, afinal, eu nunca vi nenhum deles ministrando uma aula sequer. Em segundo lugar, homem algum trabalha nesta área para ajudar as pessoas, melhorando a saúde delas, a autoestima, etc, etc, etc, isso tudo é uma enganação de categoria maior, homem vira professor de academia por um único motivo: pegar mulher. Eles vão para a academia, ficam andando para lá e para cá, dando em cima de qualquer criatura do sexo feminino entre treze e sessenta anos e ignorando você, pobre coitado que nasceu XY ao invés de XX, quando precisa de alguma ajuda, você chega perto deles, faz uma pergunta e ele te responde com um laconismo digno de Esparta e sem nem te olhar nos olhos, agora se você for uma mulher, o negócio é diferente... “Opa! É esse aqui, ó, abdutora alternada, aqui, senta direitinho, ajeita a coluna, cuidado com a postura, isso, isso, respira assim, como é que tá a alimentação, tá bebendo o leitinho direitinho? E aí, você vem aqui sempre?”.

1350.
F: Sabe do que eu sinto falta? Da liberdade.
Co: Como assim?
F: Ora, da liberdade. Da liberdade de não ter uma opinião, de não conhecer detalhe por detalhe cada caso que aparece na televisão, de poder beber refrigerante às seis horas da madrugada e de estômago vazio sem ninguém dizer que você vai morrer, de poder assistir desenho sem que as pessoas te chamem de crianção, de não precisar acompanhar a moda para evitar o ostracismo, de não ter de fingir interesse na vida dos outros por medo de te chamarem de mal-educado, de poder escutar desconhecidas sem os outros te chamarem de estranho e de poder ser inteligente sem correr o risco de ser comparado com o Sheldon do The Big Bang Theory. Eu sinto falta da liberdade!
Co: Tua irmãzinha te comparou ao Sheldon de novo?
F: (triste) Sim, sim.

1349.
Co: (tristezinha) O meu caminho tá cheio de pedras...
F: (tentando genuinamente animá-la) Ah, moça, antes pedras no caminho do que nos rins.

1348.
G: Aquela menina (aponta) se parece com as gêmeas [da nossa sala].
F: (sarcástico) É verdade... Se eu fizer isso (tira os óculos, cobre um olho com uma mão e olha para outra direção) parece até que estou vendo uma delas!
G: (risos).

1347.
F: Olha, você tem cara de quem poderia competir tête-à-tête com a [censurado] na tequila.
Pa: (risos) Sério?
F: Sério, sério.
Pa: Uau! Tô feliz! Me livrei da cara de “keta”.
F: Cara de quê?
Pa: Keta. Quieta.
F: Ah, sim. Bem, é como vovó dizia: “As quietas, meu filho, ah, com as quietas nem o diabo pode de tanto fogo que elas têm”.

1346.
G: Eu tô cansado.
F: De quê, criatura? Passou o dia sentado.
Ad: Ele passou a noite... (imita o ato de estar se masturbando).
F: (risos) Ah, cara, é como o Woody Allen falou: “Não dispense a masturbação, é sexo com alguém que você ama”.
G: É verdade.
F: Uma vez eu falei isso para uma namorada minha, ela me olhou e falou “Punheteiro”, daí eu fiquei triste.

1345.
F: Então, como foi o dia?
P: Digamos [que] foi bem. E o seu?
F: Foi legal. Estudei, estudei, estudei, escutei Foo Fighters, li um livro, fui para a academia, fiquei secando uma menina e, por consequência disso, quase que sou empalado por um instrumento de lá e, bem, agora estou aqui.
P: Isso é um dia agitado!
F: Não, mano, é um dia normal.

1344.
F: (nostálgico) Ah, que época [a da minha infância]! Lembro-me como era tradição ficar acordado até as duas da madrugada para assistir ao Cine Privê e também como era uma bênção quando estávamos no horário de verão.
He: (risos) Caraca, essa foi demais! Realmente [tu] exprimistes tudo quanto podias da veracidade dos fatos daquela época!

1343.
PV: Eu vou para o inferno provavelmente.
F: Todos [nós] vamos. OK, menos o [pequeno mano messiânico]. Ele é divino.

1342.
L: Cadê o [ex-namorado da Srta. Insegurança]?
T: Não veio, é uma longa história.
*segundos depois*
P(p): Felipe, quem é o [ex-namorado da Srta. Insegurança]?
F: É o cara que me roda por cima da cabeça na abertura do programa.

1341.
L: (falando sobre a AIDS) Caralho, quem é o filho da puta que come um macaco?
T: (ingenuamente) Não é “comer um macaco” no sentido de transar, mas no sentido de se alimentar mesmo.
L: (olhar descrente) Ah, qual é, você sabe que não foi assim.
F: (rindo) Isso é o que eles querem que você acredite.

1 comentários:

Helder disse...

o que mais me incomoda nesses "professores" de academia, realmente é isso, eles não te dão atenção pelo fato de ser homem, ainda bem que na academia que eu frequento a minha professora é mulher e diga-se de passagem muito linda XD então não tenho mais problemas com isso

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