segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (182) + Devaneio


.: DEVANEIO :.


O seu nome era Nathaniel, o filho de Arnon, o Rei dos Deuses e Deus do Sol.

Arnon emanou Centelha da Vida, criando o Mundo dos Homens e os abençoou com o dom do livre arbítrio.


O homem, no entanto, era uma criatura imperfeita. E de sua imperfeição, Zalaph, o Deus das Sombras, se aproveitou, corrompendo o coração do homem e pondo-o contra o seu Criador e os deuses do Reino dos Céus de onde ele, Zalaph, havia sido exilado por ter tentado usurpar o trono de Arnon, sua contrametade.


E assim o Mundo dos Homens afundou em uma torrente incontrolável de traição, roubo, assassinato e destruição — as sombras de Zalaph encobriam os céus, impedindo a passagem do calor e da luz do Sol.


Arnon, sorumbático, enviou Nathaniel, o último “presente de Deus”, do conforto do Reino dos Céus para o caótico Mundo dos Homens na esperança de que ele pudesse ser o protetor da humanidade contra a influência perversa de Zalaph.


Nathaniel confrontou a escuridão durante anos, trazendo de volta o esplendor dos raios de sol, reacendendo a chama da esperança e recuperando a nobreza existente nos corações dos homens. De alguns homens. Houve um homem que nunca o aceitou: Bartolomeu. Para ele, os deuses eram, sem qualquer exceção, criaturas malignas e assim dedicou sua vida a destruição destes, especialmente Nathaniel, aquele que conquistou o amor da humanidade.


Bartolomeu, um mortal, tinha o intelecto como sua única arma contra aquele dotado do epíteto de Filho do Sol. E um dia tal intelecto quase destruiu Nathaniel: a fim de quebrar sua crença na humanidade, Bartolomeu mostrou ao Filho do Sol que NUNCA ele poderia vencer a escuridão de Zalaph, pois esta não é algo tangível, é um sentimento inerente ao coração do homem — um único dia ruim é o suficiente para transformar um anjo em demônio. E era verdade.


Naquela noite, o Filho do Sol chorou como uma criança inconsolável, pois intuiu que a única maneira de transformar o homem na nobre criatura idealizada pelo Pai-Sol era dominando-o com punho de ferro, concentrando o ódio do mundo na sua pessoa e assim unificando a humanidade contra ele.


No amanhecer do dia, Nathaniel estava preparado para se tornar à encarnação do Puro Mal.


E no Puro Mal ele teria se tornado se Arnon não houvesse interferido.


O Pai-Sol desceu do Reino dos Céus e falou, afetuosamente, com sua criança.


— Meu filho, não chore. Eu não o enviei para ser um ditador. Você não está aqui para ser um símbolo de ódio, mas de esperança. Você está aqui para dar o exemplo, para mostrar ao homem como ele pode ser bom. O seu destino, meu filho, é ensinar ao homem como alcançar a Verdade, a Justiça, a Liberdade e a Felicidade. Agora você, meu filho, enxugue suas lágrimas, livre-se desses pensamentos sombrios, erga sua cabeça e vá. O dever interminável — O SEU DEVER — o invoca. Vá.


Nathaniel enxugou as lágrimas, livrou-se daqueles pensamentos sombrios, ergueu a cabeça e partiu.

Ele havia de dar o exemplo a ser seguido. Ele era indispensável para o mundo. Ele era o símbolo de esperança. Ele era tudo que VOCÊ pode ser.



.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (182) :.

1730.
PJ: Você é do tipo de homem que trai?
F: Não, não. Eu. Trair. Nunca. Há um lugar especial reservado no inferno para os traidores e, caramba, eu não tenho a menor vontade de ficar lá pela eternidade.

1729.
CW: Li de novo A Cabana. Odeio o jeito como o livro é escrito. Nem é o enredo em si, mas o jeito.
F: Problemas com rodeios intermináveis?
CW: E aquelas milhões de metáforas. Metáfora para tudo, que merda. Odeio isso. Uso de vez em quando.
F: Ué, por que tem problema com metáforas? São divertidas.
CW: Não para tudo. Pro ar, pra neve, pro correio, pra chuva.
F: Bem, só há uma metáfora para o pessoal dos Correios: “filhos da puta que vivem entregando os meus livros na casa errada”. Oh, wait. Isso não é metáfora, é descrição mesmo.
CW: (muitos risos).

1728.
F: E você, o que fará [amanhã] além de ir à igreja e votar no [José] Serra?
CW: Não vou à igreja, não.
F: Por que não?
CW: Porque tá muito calor.
F: É domingo de eleição, não haverá ninguém na igreja além de você, do padre e dos ventiladores.
CW: Duvido. Pode dar terremoto que a igreja tá lotada. Nunca vi. As velhotas são as primeiras. A missa começa às nove horas, às oito horas elas já estão lá pra pegarem lugar.
F: Beatas de igreja. Por favor, não se ofenda, mas elas são tão ruins quanto velhos de loja de conveniência e taxistas.
CW: (boquiaberta).
F: (“constrangido”) Não me olhe desse jeito. O tenso das beatas é que você se senta ao lado delas, concorda com um comentário qualquer e pronto! Ela te contará a vida dela, do marido, dos filhos, dos netos, da vizinha e, pasme, da vizinha da vizinha! E, incrivelmente, um dos filhos dela será ou médico, ou advogado, ou engenheiro. É incrível!
CW: Isso é mesmo.
F: Pois é. Velho de loja de conveniência é a mesma coisa, só que ele também fica te cutucando quando está falando e fazendo piadas sacanas que, caramba, são de entristecer o coração.
CW: (convulsões de risos).

1727.
CW: Acho que vou voltar a bloquear todo mundo [no MSN].
F: Sinto como se um “X” enorme estivesse viajando de [sua cidade] para cá.
CW: (risos).

1726.
CW: O Sheldon é assexuado. Não é gay.
F: Eu não faço a menor ideia de como entramos nesse assunto, mas, OK, eu darei continuidade. Então, ele arranjou uma “namorada” nessa última temporada.
CW: Eu não acho que ele deveria ficar com ela. “Eu não faço a menor ideia de como entramos nesse assunto” (risos), adorei isso! Gosto de assuntos assim, sem início.
F: Assuntos que começam de repente e terminam sem avisar.

1725.
F: Uau!, teve coragem de enfrentar o gongolo?
CW: Eu joguei a vassoura na parede, ele caiu, aí joguei um chinelo em cima, e esmaguei em cima do chinelo com o cabo da vassoura e ouvi ele se quebrando todo.
F: Esse duelo emocionante era digno de ser filmado e postado no YouTube. Uns cem milhões de visualizações fácil, fácil.

1725.
CW: Então vamos lá, você que sabe de tudo, por que a bala de framboesa parece ser mais doce que as outras? Parece que essa porcaria é açúcar puro!
F: Eu não faço a menor ideia. Mas se for para dar um palpite, diria que é porque as substâncias da bala de framboesa são mais eficientes em ativar as papilas gustativas responsáveis pela sensação de doçura na boca.
CW: Aaaaaaaaaaaah, sim. Você tem resposta para tudo e como não entendo nada, só concordo (risos).
F: (rindo) Há regiões na sua língua que são estimuladas por certas substâncias e provocam certas sensações no cérebro.
CW: (brincando) Não, não explica. Eu prefiro ficar com a ideia de que um gnomo do bem vive nas minhas veias e leva toda informação para o meu coração e um gnomo mais do bem ainda leva pro meu cérebro e estou feliz assim. Pronto e basta (muitos risos).
F: (convulsões de risos).

1724.
F: Égua (interjeição paraense análoga ao “bah” gaúcho)!
CW: Tá, eu não ia achar que você tá me chamando de “égua” se é o que tava pensando ao explicar.
F: Há jurisprudência: uma amiga pensou. Deu a maior merda. Xingou-me até a décima quarta geração da minha família antes de me dar a oportunidade de explicar.
CW: (risos).
F: Pois é. E como você tem cara de quem, quando se sente ofendida, só falta liberar os cães do inferno, achei mais sábio explicar logo (risos).

1723.
Lu: Acho que a [censurado] matará aula [amanhã] também.
F: Sairão todas juntas?
Lu: Sim... Eu e (diz mais nove nomes).
F: (pasmo) Porra, não haverá mais alunos na escola!

1722.
Bruxo de Fogo: Cara, você já falou com a tua irmã [sobre colorir a nossa HQ one-shot]?
F: Não, não. Não se preocupe com isso, usarei os meus poderes Jedi para fazê-la concordar, olharei para ela e falarei “Esses não são os droids que você está procurando”. (pausa por um momento) Égua, cara, eu sou MUITO nerd (risos).

1721.
He: Ei, viking, valeu por adicionar os vídeos da minha banda no teu Orkut.
F: Quer me agradecer? Divida as groupies comigo!


1 comentários:

Paju Monteiro disse...

Huheuheuheuhe... Sempre fazendo rir! Grande abraço querido padrinho!

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