quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Crônicas da Minha Vida (175) + Devaneio


.: DEVANEIO :.



Vocês, pessoas que leem esse adorável blog, já devem ter notado que eu conheço MUITA gente (se ainda não notaram, tudo bem, não tem problema, eu afirmo aqui que conheço MUITA gente) e incluído nesse “MUITA gente”, há dois amigos em particular, o [censurado] e o [censurado]² que, recentemente — OK, não tão recentemente —, eu descobri não serem, como passei anos e mais anos acreditando, apenas melhores amigos, eles — sim, dois homens — são, na verdade, um casal. Fiquei espantado na ocasião de minha descoberta, para você ter uma ideia, até mesmo imitei o sensacional “Oh... My... God...!” do Chandler Bing. Mas o importante é ser feliz, né. Se eles estão felizes, então eu fico feliz pela felicidade deles.

Todavia, eu não consigo evitar achar muita graça da situação, porque, veja bem, esses meus dois amigos são completamente opostos ao estereótipo do homem gay, isto é, eles não são nem espalhafatosos, nem coloridos e tampouco fanhos — pelo contrário! Eles agem, ou melhor, eles são autênticos machos de respeito que gostam de fazer umas safadezas um com o outro e dan(i)e-se o mundo porque eu não me chamo Raimundo.

Isso, para variar, me fez pensar: há muitas pessoas no mundo, precisamente um total de 6.873.200.000 pessoas enquanto escrevo esse simpático texto, portanto é correto assumir que há, por sua vez, muitos homens gays no mundo e, dentre estes muitos, há uma grande maioria que age de um jeito espalhafatoso, colorido e fanho, porém quantos destes são, verdadeiramente, espalhafatosos, coloridos e fanhos em seu íntimo? Uma das minhas (poucas) primas tinha um amigay (portmanteau de “amigo” e “gay”) exatamente assim: espalhafatoso, colorido e fanho. (um pequeno comentário: já notaram como eu estou sendo bastante muito repetitivo no texto de hoje?). Ela, e suas amigas, aceitavam-no por ser “fabuloso” enquanto que os amigos toleravam-no porque era incrivelmente divertido rir daquela “bicha louca”. Eu nunca troquei mais de cinco palavras com o sujeito, contudo fico a me perguntar: será que tudo isso não era apenas um ato, um jeito encontrado por ele para ser “aceito” e, desse modo, afastar a solidão?

O mundo é, durante a maior parte do tempo, um lugar escuro, úmido, frio e cruel (não é a toa que há tantos tipos diferentes de fungos se proliferando por aí) e está em cima dos ombros de todos nós, nada além da morte poderá tirá-lo daí, e o desconforto gerado pelo seu peso é muitíssimo maior quando você é tido pela sociedade como sendo diferente — uma fruta em uma caixa de legumes que deverá ser surrada, doutrinada e, finalmente, transformada em legume, ou pior, ser tida como um objeto de pena. Daí o ato, a máscara, a personalidade falsa: é um modo de amenizar esse processo, afinal, não é todo mundo que tem a coragem de gritar “FODA-SE” e viver como realmente é.

Eu, pessoalmente, não entendo o propósito do homossexualismo (não que haja algo de errado com isso), uma vez que não há vantagem biológica no mesmo, entretanto quem sou eu, aos meus vinte e poucos anos, para condená-lo como sendo algo errôneo e digno de pena?


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (175) :.

1660.
CW: Medicina Tropical examina só índios? ... Tá, eu NÃO disse isso.
F: Eu vou fingir mesmo que você não disse isso (risos).

1659.
F: Ah, moça, se eu vou ganhar um Nobel, você muito bem que poderá ganhar um VMA... Qual é o nome do prêmio do VMA?
CW: Video Music Awards...?
F: Sim, esse é o novo do evento, certo? Queria saber se tem um nome específico para o prêmio em si, o objeto.
CW: Ah, tá. É um astronauta (eu acho).
F: Ah, faz sentido, afinal, os astronautas trabalham em um ambiente repleto de música.
CW: (risos).

1658.
*flashback 2006*
Rf(pp): (na piscina e em tom manhoso) Môr?
F: O que, môr?
Rf(pp): Tô molhadinha.
F: (olha ao redor) Eu NUNCA nem desconfiaria disso (risos).

1657.
*flashback 2008*
Atendente da Locadora: Rebobinou [o DVD]?
F: (segurando o riso) Claro, sim, claro. Tá rebobinado.

1656.
Pai: Felipe, eu quero que você grave Os Embalos de Sábado à Noite pra eu assistir.
F: Tá, pai, compra um DVD.
Pai: Usa aquele mesmo [em que você gravou Grease].
F: Pai, é um DVD, não é uma fita cassete.
Fa(i): (convulsões de risos).

1655.
My: My pussy é o poder.
F: FATO!

1654.
F: Pois é, umas pancadinhas na hora do sexo é legal, sabe.
Lu: Você gosta?
F: De vez em quando é legal.
Lu: Quero ver se você fica com uma menina que tem uma mão MUITO pesada.
F: Por que você acha que tem um roxão no meu braço?

1653.
F: Ah, diga ao teu [amante] que eu mandei um “Oi”.
Lu: OK. Ele vai morrer.
F: Ah, manda um “Oi” pra ele, pô. De tanto que eu escuto falar dele, sou praticamente um de seus melhores amigos.
Lu: Morri [de rir]. Mandei.
F: Mandou mesmo?
Lu: Mandei.
F: Adorável.
Lu: Ele mandou outro “Oi”. E perguntou, meio bolado, se você estava aqui.
F: Se eu estava “aqui” donde?
Lu: Aqui em casa.
F: Ah, tá. Avise que ano que vem estarei pegando o teu sofá emprestado.
Lu: Olhe, ele pilota aviões, vai pegar um e voar até o Pará para te bater.
F: Eu me escondo no mato (risos).

1652.
Lu: Ai, eu sou como uma neonazista.
F: Você é latina.
Lu: Ah, e daí? Não acabe com minha graça, Felipe.
F: OK, OK, desculpe (risos).

1651.
Lu: Às vezes dá vergonha de ouvir KLB e saber que sei cantar uma música desconhecida delas.
F: “Às vezes dá vergonha de ouvir KLB”, houve um erro aí: não é “às vezes”, é SEMPRE mesmo.


1 comentários:

Paju Monteiro disse...

Não é só o ofício do palhaço fazer-me rir.

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