domingo, 4 de julho de 2010

Crônicas da Minha Vida (150) + Devaneio + Conto




.: DEVANEIO :.


Eu tenho um primo — OK, ele não é meu primo legítimo, é um amigo que, por gostar muito dele, considero como um autêntico primo — que, desde os nossos “inocentes” quinze anos, é completamente alucinado por uma menina, Natasha (nome fictício). Durante todos os três anos do Ensino Médio, meu primo inventou uma infinidade de estratagemas para conseguir torná-la sua namorada, para ter sucesso em fazer com que ela visse-o como alguém além de “aquele cara meio estranho, meio legal que senta no fundão da sala” — e, bem, ele fracassou, nem ao menos teve êxito em abraçá-la, mas, ah, a vida continua e a vida dele continuou: agora esta no cursinho, arranjou uma namorada, vai para a academia três vezes por semana e por lá ele fez algumas amizades, sendo que a amizade de maior significância é a com a prima de sua namorada, Gabriela (nome fictício), a qual o convidou para sair em casal na sexta-feira passada, eles iam ao El Bandoleiro (um bar aqui da nossa cidade), tão logo pisou no recinto de caráter mexicano e foi apresentado à namorada da prima da namorada dele, o queixo do meu primo foi parar no chão — era a Natasha. Qual é o meu ponto em contar essa história? Um único: provar para uma queridíssima amiga que o Todo-Poderoso tem senso de humor. E como eu sei que tal episódio é obra dele? Ora, eu sei disso porque é uma situação divinamente engraçada.




1410.
Co: Você é um canalha de categoria maior.
F: E ainda assim você me ama.
Co: Isso [te amar] não me impede de estar te odiando agora.
F: E quando esse ódio vai passar?
Co: Depois.
F: OK, eu espero. (cinco segundos mais tarde) Já é depois?
Co: (olhar assassino).

1409.
F: Eu realmente tenho uma vida incrível, não é?
Co: Sim, você tem.
F: Fico feliz.
Co: Eu também. Teus acontecimentos bizarros me divertem.
F: De nada, moça. Pode sempre contar comigo para te divertir.

1408.
F: Aff, [eu] estou exausto.
Ju: Foram quantas [meninas que você ficou] hoje?
F: Cinco. E nem peguei nenhuma delas, só fiquei escutando seus problemas e brincando de analista.
Ju: Porra, [eu] achei que você tinha ido à loucura cinco vezes...
F: (rindo) Não, não, hoje não. Eu planejo, no entanto, dormir com cinco mulheres ao mesmo tempo, dentre elas, uma prostituta, afinal, ajuda profissional pode ser interessante nesse caso.
Ju: Ah, que paia a prostituta...
F: É bom ter certeza de que alguém ali estará sabendo o que fazer.
Ju: Você pode pegar uma mulher safada. [Por] Exemplo: aposto que se fosse para a cama com a [censurado] e mais quatro [mulheres], ela saberia [o que fazer] melhor que uma puta (risos).
F: Aposto que você sabia muito bem que eu ia adorar esse comentário.
Ju: Sabia, mas é a mais puTa verdade.
F: Com tesão.
Ju: (rindo) Sempre!

1407.
F: Sim, coisas bizarras acontecem comigo.
C: (estupefata) Deu para perceber.
F: Pois é, o engraçado é que eu sou uma pessoa tão quieta... Não entendo como sempre consigo estar no meio do caos.
C: Você? Quieto? Desde quando?
F: Eu sempre me considerei uma pessoa quieta, tímida, muito na minha. Eu não sou assim, não?
C: Não.
F: Então eu sou o quê? O tipo de cara que esta sempre liderando a sacanagem, que fica soltando piadas inapropriadas, que chama todo mundo para a baderna e que se dá bem com qualquer pessoa?
C: Quase [isso].
F: Muito, então descreva-me, pois fiquei curioso para saber como eu sou aos teus olhos.
C: Uma pessoa legal, [que] gosta de contar piadas, um bom amigo, [e] ouvinte, alegre, enfim... Uma pessoa que eu considero especial.
F: OK, eu confesso ter ficado emocionado agora. Também te considero muito especial, [censurada], você é a minha melhor amiga.

1406.
Al: Quero muito comer um xis strogonoff de carne com muuuuita maionese, como proceder?
F: Por favor, não coma isso.
Al: Mas por quê?
F: Moça, estrogonofe com queijo não casa... É que nem loira boazuda e cara pobre.

1405.
F: Aff, o que é o tédio pré-saída... Cá estou eu tentando aprender os passinhos de dança do John Travolta no Pulp Fiction.
Ju: OMG! E eu estava me achando deprimente (risos).
F: Pois é. O pior de tudo é que depois eu vou tentar aprender os passinhos de dança do Gerard Butler em RocknRolla e do Joseph Gordon-Levitt em (500) Days of Summer.
Ju: (pasma) Você deixa para aprender os passos de dança duas horas antes de sair?
F: Sim, sim, sim.

1404.
F: Sabe, eu acabei de perceber nesse momento que o tempo é como uma droga: muito dele te mata.
Co: Eu honestamente gostaria de saber o que você cheira para ter esses pensamentos.
F: (sorriso sacana) É para responder mesmo?

1403.
F: Ei, a mãe da Chapeuzinho Vermelho sabia que tinha um Lobo Mau na floresta?
Co: Sabia.
F: E mesmo assim ela mandou a Chapeuzinho Vermelho levar os doces para a vovó? Uau! Isso que eu chamo de falta de instinto materno!

1402.
*twiitando*
Cl: Morrendo legal no Pacman.
F: (pasmo) Sério?
Cl: Sim, e acabei de levar uma surra dos zumbis de Resident Evil! Sou uma negação em jogos...
F: Ah, antes pegar porrada dos zumbis de RE que dos fantasminhas adoráveis e fofos (OK, isso foi gay) do Pacman.
Cl: Os fantasminhas são muito rápidos!
F: Você não é chinesa/descendente de chineses? Faça como uma ninja e seja mais rápida! #piadatoscaevergonhosa.
Cl: (risos).

1401.
F: Mas então, mano, como foi o teu dia?
P: Mano, foi um dia típico, acordei, fiz uma caminhada sem dores no joelho até o Líder [do Umarizal], comi um pão com queijo e Toddynho gelado, voltei para cá [minha casa], assisti ao jogo [do Brasil contra Portugal], escutei umas músicas, paguei duas dívidas, fiquei deprê por pagá-las, e com o resto de dinheiro que tinha, fui ao Old School [Rock Bar] tomar umas quatro a cinco cervejas, fiz amizade com umas pessoas que não vou adicionar no MSN nem ligar, e cá estou: puto por ter pagado as dívidas.
F: (em tom de desaprovação) Você e o seu Toddynho.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crônicas da Minha Vida (149) + Devaneio + Conto



.: Devaneio :.


Eu tenho uma sobrinha, ou melhor, o meu primo tem uma filha que eu considero como sendo minha sobrinha apesar de ela ser, tecnicamente, minha prima de segundo grau, enfim... Eu tenho uma sobrinha, ela ainda é uma criança, portanto ela acredita no Papai Noel, na Fada do Dente, no Coelhinho da Páscoa, etc, etc, ela acredita nessas mentirazinhas, nessa fantasia inocente. No futuro, alguém virá e contará para a verdade para ela, fá-la-á saber que nada disso existe, entretanto o aprendizado prático continuará lá — como assim “aprendizado prático”? Eu me refiro, logicamente, a capacidade de acreditar na fantasia, por ter crido nessas mentirinhas quando criança, ela poderá crer nas mentiras da vida adulta como Justiça, Misericórdia e Dever. Antes de você, pessoa altamente moralista, me condenar por assumir que esses conceitos não passam de ilusões, responda-me: se eu pegar o Universo e moê-lo até transformá-lo no mais fino de todos os pós e separá-lo com o mais eficiente dos aparelhos para executar essa tarefa, poderei encontrar um átomo de Justiça, um átomo de Misericórdia, ou mesmo um átomo de Dever? Humanos... Nós precisamos da fantasia para transformar um fragmento de um condrito carbonado aquecido pela entrada atmosférica em uma estrela cadente, para transformar uma entrada em um pedaço enorme de granito em uma caverna sombria assombrada por monstros... Humanos... Nós precisamos da fantasia para ser humanos.

.: CONTO :.

1400.
F: Ah, mano, mais uma coisa antes de eu me ir [dormir]... Nós nos conhecemos há dez anos e eu percebi ontem que tem algo que eu nunca te disse... Eu te amo, mano. Você é o melhor irmão que um cara com complexo de messias poderia ter.
P: Te amo também, irmão. Você também é o melhor irmão [que um cara tão paranoico quanto eu poderia ter]. We live forever... Until tomorrow!

1399.
F: Acabei de me lembrar de um fato engraçado: no começo do ano, eu comentei o seguinte para o meu primo, “Engraçado, ano passado eu passei o primeiro semestre enrolado com uma moça, no segundo semestre você quem ficou enrolado e agora, nesse início de ano, esta enrolado de novo... Isso quer dizer que eu vou me enrolar no semestre que vem?".
P: E cá estamos [depois de você ter ficado com uma moça].
F: E cá estamos.
P: Você esta semienrolado, o que quer dizer que há algo que acontece no Universo que até nós, céticos, temos que engolir, que não tem explicação, algumas pessoas chamam de sinal divino, outras de macumba, e alguns de destino.
F: Mano, se eu aprendi alguma coisa nos últimos um ano e meio, é que você não pode atribuir um significado cósmico para um simplório evento terreno — coincidência, é tudo apenas uma grande coincidência.

1398.
F: Falando em bebedeira, uma amiga minha esta passando por um treinamento árduo para aumentar a resistência, o objetivo dela é beber uma garrafa inteira de absinto sozinha.
Ju: Nossa, essa é guerreira! Como ela esta indo?
F: Bem, agora que ela esta conseguindo aguentar duas latinhas de cerveja.

1397.
Ju: Ai, beber antes de sair é o melhor (risos).
F: Eu não posso reclamar, afinal, certas coisas ficam mais fáceis assim [quando as moças bebem antes de sair].
Ju: Adoro esses seus comentários.
F: (rindo) Eu estou cheio deles.

1396.
F: Falando em cabelo, o meu que tem estado sensacional ultimamente.
Ju: Ah, o teu cabelo é bonito.
F: Sim, sim, eu sei, por isso que o cabelo tem estado sensacional, isto é, mais do que bonito (nem sou arrogante).
Ju: (rindo) Como eu disse, teu charme esta na modéstia (risos)!

1395.
Ju: Gente, o cabelo da [censurado] tá MUITO estranho.
F: Acredite-me, houve uma época em que esteve muito pior.
Ju: Tô traumatizada, o cabelo dela era lindo, pô, liso assim, bonitão, tá parecendo aquele cabelo pixaim agora. (pausa) [Tô] Me sentindo comentando com a melhor amiga (risos).
F: OK, eu não sei se eu me sinto elogiado, ou coisa parecida, com isso.
Ju: Puxa, por quê (risos)?
F: (sarcástico) Por que será? Oh, bem, eu apostaria no termo feminino da frase.
Ju: Ah, que besteira, é melhor do que Evaristo.
F: Olha, te confesso que eu prefiro Evaristo a “melhor amiga”.
Ju: Puxa, melhor amiga! Se fudeu então (risos)!
F: (rindo) É a minha história: vivendo e se fudendo.

1394.
Ju: Tá vendo? Homens só pensam com a cabeça de baixo.
F: Oh, bem, disso vocês [mulheres] não podem reclamar, afinal, a felicidade de vocês, em sua maioria, também depende da [nossa] cabeça de baixo (piscadela).
Ju: (owned) Verdade.
F: Incrível como as minhas respostas ficam cada vez melhores, né?
Ju: FATO.
F: Yep, é divertido ser eu.

1393.
F: Minha irmãzinha, agora eu vou te ensinar uma cantada infalível que somente caras que não prestam — assim como eu — usam. Detalhe: eu vou te ensinar para que você não caia nela, OK? Pois bem, o cara esta conversando normalmente com a menina, daí de repente ele segura o rosto dela, olha no fundo dos olhos e solta um comentário assim “Mas não é verdade que você tem olhos castanhos!”.
Fa(i): O que tem os olhos castanhos?
F: Nada. O segredo esta na proximidade do rosto; é como o Hitch falou no filme: o homem tem de ir 90%, os 10% restantes quem vai é a mulher. Por sinal, te dou um pisão se você fizer os 10%.

1392.
*em um aniversário*
Fa(i): Por que aquela menina de vestido preto esta usando um sapato rosa-cheguei-fui-embora-voltei-sair-para-tomar-um-pouco-de-ar-fresco-e-agora-tô-aqui-de-novo?
F: Porque assim ela fica fácil de localizar e não acontece o que aconteceu com o teu amigo [perder a carona porque ninguém o encontrava na festa].

1391.
F: OK, tirando a parte de gostar de fazer jogos cruéis com os amigos e com a família, as tendências bissexuais e o amor por controle e manipulação, eu admito que eu sou um tantinho parecido com o Tony Stonem.
PV: (sacaneando) Ah, mas era por isso mesmo que eu te comparei a ele.

domingo, 27 de junho de 2010

Crônicas da Minha Vida (148) + Devaneio + Conto



.: Devaneio :.


Para Aristóteles, filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre da Macedônia, “um amigo de verdade é uma alma dividida em dois corpos”. Eu, em todo meu ceticismo, estou longe de acreditar em algo tão metafísico quanto à alma, acredito, no entanto, que há, de fato, uma conexão profunda entre duas pessoas que detém de uma amizade verdadeira, afinal, eu e os meus melhores amigos somos conhecidos por termos a habilidade de conversar telepaticamente, ou algo do tipo... Bem, colocando as bizarrices da minha vida de lado, o que eu quero dizer é: um amigo verdadeiro é aquela pessoa que conhece você de ponta a cabeça, que tem ciência de todas as suas qualidades e de todos os seus defeitos, que o apoia quando você fracassa e fica alegre quando você tem sucesso, quem tem um amigo de verdade tem sorte, quem tem dois tem muita sorte, quem tem três pode se considerar tão feliz quanto um milionário e quem, assim como eu, tem quatro amigos de verdade... Pode bater no peito e dizer: “Eu sou um preferido da Dama da Sorte”.





1390.
P: (falando sobre o meu conto, “Um dia com o Sr. T) Isso é legal, a Morte que te espreita, a amiga inseparável que esta sempre lá, ela é estranha, me deu até uns frios na perna (risos).
F: Você acabou de me lembrar de uma frase dita pela Morte em um livro do Terry Pratchett, "Não há justiça, há apenas eu". Essa daí é uma frase que me faz tremer nas bases.
P: Ela é linda, justa e cruel! Quando ela [a Morte] vier me buscar, quero que venha com a mais bela roupa, que ela demore, mas não tarde a chegar!
F: "Morrer certamente seria uma aventura emocionante", Peter Pan.
P: (risos) Essa eu nunca ouvi-lo falar que me recorde, mas o problema é que ninguém nunca voltou de lá para contar.
F: Logo, ou não há nada além do instante em que paramos de respirar, ou há algo tão bom que ninguém nunca quis voltar. De um jeito ou de outro, eu só sei que quero morrer com um sorriso no rosto e com minha família e amigos ao meu redor.
P: Mas eu vou antes! De forma alguma ouse ir antes de mim!
F: Ah, mano, qual é todos sabemos que você [com seu estilo de vida] vai antes de mim. Por sinal, se lembra do nosso acordo? Quando chegar lá, corra para a nuvem das lésbicas e me guarde um lugar.
P: (risos) Guardarei.

1389.
F: Honestamente, eu não acho que Deus seja mal, acho que ele apenas não se esforçou tanto.
P: Desse esforço dele, veio você!
F: E, convenhamos, eu poderia ser muito mais sensacional!

1388.
P: Tua música [eu] tô ouvindo.
F: É uma boa música.

1387.
P: (online no MSN).
F: Uau! No MSN? Online? Quem é a menina?
P: (risos).
F: Sério, eu estou pasmo, todo abobado aqui, por um momento ponderei a possibilidade de ser o teu irmão gêmeo maligno [usando o teu MSN]!

1386.
J(p): Essa aqui é a menina que o [censurado] levou um fail (mostra o Orkut da moça).
F: Olha, não é muito bonitinha, não... Achei feinha, confesso.
J(p): Queria ver se ela fosse pálida e se vestisse que nem um menino punk.
F: (rindo) Daí eu ficaria gamado nela.

1385.
C: (falando sobre uma menina da faculdade de quem ela desgosta e que foi reprovada).
F: E você riu dela [por ter sido reprovada]?
C: Ela não sabe, só vai saber amanhã, eu fiquei com pena dela.
F: (sorrindo) Sabe, é por essas e outras que quando eu escuto o trecho And I’ll always remember you like a child, girl da música Wild World, eu me lembro de você.

1384.
C: Safado!
Jn: Safado!
F: Sério, que onda é essa de toda mulher me chamar de “safado” agora? Puxa, a única que não me chama assim é a noiva e, caramba, ela quem deveria me chamar assim.
Pa: (noiva) “Safadio”. Agora tem o “I”.
Aa: Eu nunca te chamei [de “safado”], já?
F: Deve ter chamado, se não tiver, ora, aproveite a chance e me chame agora.
Aa: SAFADO!
F: E agora toda mulher já me chamou de “safado”. O ciclo esta completo.

1383.
Ju: E você, alguma novidade?
F: Nem, nem, nem. Minha vida esta bastante parada, nem reduzi a lista.
Ju: (incrédula) Nossa? Sério? Tá apaixonado?
F: Não, não, apenas estou em um período de calmaria. Ironicamente, durante muito tempo eu queria ter uma vida calma, e agora que tenho, estou morrendo de saudade das antigas bizarrices que me aconteciam, puxa, acredita que eu saí sábado passado e nada de extraordinário aconteceu?
Ju: Isso sim é difícil de acreditar.
F: Pois é, pois é. Antigamente era só eu colocar o pé para fora de casa e — ploft! Era transportado para um filme do John Hughes. E agora, e agora, ah, e agora... Gasto meu dia com televisão, com meus amigos fazendo um som, esperando a onda que vai me levar.
Ju: (risos) Daqui a pouco suas bizarrices voltam a acontecer de novo!
F: Deus te ouça!

1382.
PV: Ah, e você esta mais para o Tony da série [Skins].
F: Por quê?
PV: Assista e você vai saber.
F: É mais fácil você me dizer, terá o prazer de me bombardear com spoilers e se vingar [de todos os spoilers que eu já soltei — ainda que acidentalmente — para você].
PV: Não, não. Você é curioso, o spoiler não te faz efeito, faz mais efeito deixar você na vontade de saber.
F: Que maldade, hein!
PV: Você disse para eu me vingar.
F: Mas eu pensei que você não ia levar a sério. Você esta ficando maligno, [censurado], você não era assim.
PV: É, deveras, você esta me tornando uma péssima pessoa.
F: (rindo) Ah, a culpa é minha agora?

1381.
F: Sabe, de vez em quando eu acho que desisti muito rápido [da minha amizade] do [censurado].
Co: Não.
F: Não?
Co: Você nunca desiste das pessoas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Crônicas da Minha Vida (147) + Devaneio + Conto



.: Devaneio :.


Oscar Wilde uma vez escreveu, “E, afinal, o que é a moda? Do ponto de vista artístico, é usualmente uma forma de feiura tão intolerável que temos de alterá-la a cada seis meses”, como a feiura é tida como algo ruim pela arte, nós podemos assumir que para Wilde a moda é também ruim. Eu discordo. Acredito do fundo do meu coração que a moda é boa, afinal, como algo tão engraçado poderia ser ruim? Sim, sim — engraçado. Ora, há outro modo de descrever uma ideia tão estúpida quanto essa das pessoas quererem ser idênticas umas as outras, de serem apenas tijolos na parede? É uma grande piada, muito mais divertida que qualquer uma daquelas do Juquinha. Para você que discorda do meu pensamento e até mesmo me censura por estar proferindo essas palavras, digo-lhe o seguinte: vá ao shopping, sente-se nalgum lugar da praça de alimentação de onde possa ver todo o recinto ao seu redor, ou grande parte deste, então dê um tantinho da sua atenção à moda de hoje em dia — se você não rir dos coloridos, é porque é um deles.


1380.
F: Sensacional como esse tipo de coisa [situações estranhas] acontecem comigo, não?
P: Sim, seria medíocre se não acontecesse.
F: E de mediocridade eu não tenho nada... Ou tenho?
P: Não, é às vezes meio blasé, mas ninguém é perfeito!
F: “Blasé”? Tradução, por favor.
P: “Blasé” é uma expressão francesa que determina um comportamento indiferente em relação às “novidades”.
F: Ah, sim. Bem, eu tenho de concordar com isso. Quando estou concentrado em algo, nem ligo para o mundo ao meu redor.

1379.
P: A única maneira que o homem funciona é assim, atiçando-o ao medo e a raiva, mas talvez fosse perigoso implantar um governo desses aqui no Brasil com tantos porcos no poder, se tivesse alguém literalmente como àquele governante lá da Coreia do Norte [Kim Jong-il] seria interessante.
F: (pasmo) Ele é o imperador mais malvado e desumano existente na História! Vlad III, se comparado a ele, é uma menininha de quatro anos brincando de Barbie.

1378.
P: Em Belém do Pará [nossa cidade], você tem de saber nadar e saber fugir de bandido.
F: Olhe pelo lado bom, quando formos ao Rio de Janeiro (e eu vou em janeiro) estaremos muito bem treinados.

1377.
P: (falando do futuro) É a Era de Aquário: homem querendo ser mulher e mulher querendo ser homem.
F: Mano, Era de Aquário só em 2150. No máximo, pode dizer que será Sodoma e Gomorra tudo de novo, daí aparecerá Noé II e, literalmente, a Terra ficará parecida com um aquário.

1376.
PV: Tá, essa conversa esta se tornando um pouco ácida, melhor eu parar [com os meus comentários].
F: Ah, cara, nada contra, eu estou acostumado com o meio ácido, de fato, eu e o [pequeno mano messiânico] temos um mano cujo pH [dos comentários] é negativo — e isso nem é possível!
PV: Deveras tenso!
F: Pois é, de tanta vivência no meio ácido, adquiri uma cama de mucina ao meu redor.

1375.
F: (online no MSN).
PV: Não estava morrendo de sono?
F: O que posso dizer? Tenho um celular que fica ao meu lado, e quando ligam para ele, eu acordo.

1374.
PV: Hipertensa a reportagem que tá passando na [Rede] Globo agora.
F: Sobre o que é a reportagem?
PV: Hipertensão.

1373.
F: Eu fiz uma descoberta sensacional.
Co: Qual é?
F: Sabe os Sete Pecados Capitais?
Co: Sim.
F: Pois é, eu sou o oitavo (piscadela sedutora).
Co: (rindo) Gala seca.

1372.
F: Bem, minha amiga, dona [censurado], eu tenho de me ir, academia.
Al: Uou, [você] vai ficar fortinho é (risos)?
F: É, é, pode me ser útil modelar o corpo, certas coisas ficarão ainda mais fáceis.
Al: (risos) Safadinho!

1371.
F: Uma pena que a gente more tão longe [um do outro], senão eu viveria te perturbando aí na tua casa e dando em cima da tua irmãzinha.
Al: (risos) Eu ficaria feliz com isso, pode ter certeza.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Crônicas da Minha Vida (146) + Devaneio + Conto



.: Devaneio :.


Há uma música que eu escutei em duas ocasiões distintas: The Blower’s Daughter do Damien Rice, da primeira vez, eu escutei-a no filme Closer, e da segunda vez, escutei-a quando uma pessoa me mandou. Por não ter prestado muita atenção na mensagem do filme e por estar embriagado de paixão com aquela pessoa, eu acreditei, do fundo do coração, que o amor era a temática dessa música. Um GRANDE erro. Essa música fala sobre obsessão, sobre quando uma relação é terminada, contudo um dos envolvidos não consegue seguir em frente, apegando-se ao passado e tentando, desespe-radamente, ressuscitar a chama que um dia chamejou entre o casal — há quem consiga e há quem não consiga e mesmo quem alcança o sucesso não pode contar de imediato com a felicidade, afinal, nada o impede de perceber no momento em que toca os lábios da pessoa querida que, na verdade, você não a ama — e tudo foi um erro. É uma verdade terrível: há pessoas que, simplesmente, querem ter somente o que não podem.




1370.
F: Fico muito feliz que eu te faça rir quando esta doente, mas fico muito triste ao imaginar o que você, e provavelmente a tua irmã também, deve pensar de mim.
Al: Olha, bem, a verdade [é que] eu sou penso coisas boas de você, porque até as coisas safadas são por uma boa causa (risos).
F: Então, eu também estou tendo sucesso em ser um dos mocinhos?
Al: Esta sim, e você é um dos meus preferidos.

1369.
Amiga de uma amiga: (cantando).
F: (olha para trás como quem diz “Mas que voz desafinada!”).
Amiga de uma amiga: (rindo) Gente, o menino olhou para mim com uma cara de pena!

1368.
L: (falando, cheio de luxúria, sobre a minha prima).
F: (rindo) Eu não sei o que é mais engraçado: o fato de ele estar falando dela desse jeito para mim, que sou primo dela, ou o fato de eu, que sou primo dela, estar achando isso engraçado.

1367.
J: Eu bati na estante e derrubei a garrafa [de uísque que você me deu de aniversário].
Pd: Porra!
F: (põe a mão na testa).
P: Passando mal, mano?
F: (olha para o mano) Mano... Ele falou que bateu na estante... Eu sou o único com a mente poluída aqui?
P: (rindo) Ei, [censurado], ele bateu na estante!
Pd: Uh, caralho!

1366.
Pd: Ele [o namorado da minha irmã] trabalha em uma cidade que tem indústria de petróleo...
F: Petrópolis?
Pd: (olhar intimidador).
P: (rindo) Digno de crônica!

1365.
L: Caralho, eu bato no ombro do [grande mano satânico].
Pd: Engraçado que a mãe dele é baixinha.
L: E o pai dele?
Pd: É alto.
J: Não dá para saber, ele [que é paraplégico] vive sentando.
P: (risos).
F: Humor negro é sensacional.

1364.
P: [censurado], de quem é esse dente?
Pd: É o meu siso.
F: Por que você anda com o teu siso no carro?
Pd: Ah, porque eu tinha de mostrar para o dentista, daí ficou aí.
P: (rindo) Mentira! Isso é para ritual de magia negra.
Pd: Ritual de magia negra com o meu próprio dente?
F: Ah, mano, depois que a minha amiga me falou de uma simpatia que ela fez para “amarrar” o namorado usando os pelos da boceta dela, eu não duvido de mais nada.

1363.
Br: Já bebeu [cerveja da marca] Raísca?
F: Não, não, só comi a [censurado].
Br: (rindo) Vai te fuder!

1362.
F: Moça, esse elevador tem câmera?
Mi (♀): Não.
F: (sorriso sacana) Ah, então podemos fazer o que quisermos é?
Mi (♀): É... (olha para mim) Eu acho que vou te matar.
F: Se for me matar e me estuprar, por favor, faça nessa ordem — eu não curto cinta caralha.
Mi (♀): (risos).

1361.
F: Qualquer dia desses, eu te dou uma barra de chocolate, aquele marrom, não aquele branco com gosto de leite em pó estragado.
Mi (♀): Não, não, ficarei gorda (risos).
F: Não tem problema, queimaremos calorias juntos (piscadela sacana).
Mi (♀): (rindo) Não sabia que você também queria fazer academia.
F: (owned).