terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Desafio dos Sete

Esse desafio me fez proposto pela Patrícia Juliana do Reminiscência. Tenho que responder as perguntas e enviá-las para outras sete pessoas. Como eu sou preguiçoso demais para enviar, deixarei apenas os nomes delas aqui e torcerei para que vejam essa postagem e participem do tal desafio.

Sete Coisas Que Eu Tenho de Fazer Antes de Morrer:
— Publicar um livro;
— Viajar pelo mundo;
— Montar uma banda;
— Saltar de paraquedas;
— Assistir a uma chuva de meteoros;
— Comprar um telescópio de alta qualidade;
— Mudar completamente a vida de alguém para melhor;

Sete Coisas Que Eu Mais Digo:
— Hipertenso;
— Supimpa;
— Sensacional;
— De boa;
— Fantástico
— OK, OK;
— Eu não ligo;

Sete Coisas Que Eu Faço Bem:
— Escrever;
— Identificar padrões;
— Ler a linguagem corporal humana;
— Encontrar soluções criativas para problemas complexos;
— Observar detalhes minuciosamente;
— Tomar decisões difíceis que ninguém tem a coragem de tomar;
— Aprender rapidamente novas atividades;

Sete Coisas Que Eu Amo:
— Minha família;
— Meus amigos;
— As mulheres cujos lábios eu já provei e cujos lábios ainda provarei;
— Ciências Biológicas & (algumas) Exatas;
— Mitologia em geral;
— Escrever;
— Conversar;

Sete Defeitos Meus:
— Sinceridade brutal e insensível;
— Hábito de negligenciar o restante do mundo quando concentrado em algo;
— Intenso complexo de messias;
— Incapacidade de aceitar aquilo que me parece ilógico;
— Tendência a agir baseando-me unicamente no pragmatismo;
— Limitar-me constantemente por medo de cair no ostracismo social;
— Forte inclinação a atacar todo e qualquer desafio que surgir na minha frente que nem uma besta selvagem;

Sete Qualidades:
— Lealdade;
— Incorruptibilidade;
— Memória eidética;
— Criatividade, aparentemente, inesgotável;
— Força de vontade indominável;
— Alto grau de inteligência;
— Individualidade excepcional;

Sete Pessoas Para Fazer Esse Jogo dos Sete:
— Anon Spore (Sporeblog);
— João (Engimas do Cotidiano);
— Thiago (Da Ciência à Diplomacia);
— Mayara (Devaneios de Travesseiro);
— Camila (Monkey On Your Back);
— Marina (Some Place Else);
— Aline (Aline's Blog);

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (184) + Devaneio



.: DEVANEIO :.


— Aí está uma coisa que eu nunca entendi: por que as pessoas ficam paradas em frente à geladeira? É a umidade, é a luz, são ambos?
— Agh... Para de me encher.
— Não dá. Eu sou seu irmão, por definição, eu tenho que encher a sua paciência. Está escrito lá no Código, na verdade, houve reunião do Clube dos Irmãos Mais Velhos outro dia, duvido você adivinhar o novo método de bisbilhotar conversas telefônicas que o Ricardo inventou.
— Dá para parar com a palhaçada? É sério. Eu estou irritada.
— E qual é o motivo de tanta irritação? Além de mim, é claro.
— Nada! É só que...
— “É só que...”?
— Bem, tem esse menino...
— Whoah! Não, não, pare aí mesmo! Eu não quero saber nada de meninos! Para mim, você é uma menininha de cinco anos e maria-chiquinha segurando uma boneca da Minnie que tem cinco vezes o seu tamanho!
— Vai ficar fazendo gracinha, ou vai me escutar?
— Não posso fazer os dois, não?
— Não, não pode.
— Ah... ... ... OK. Eu vou escutar. Nada de gracinhas.
— Ótimo. Então, tem esse menino, o Kaíque...
— Ah, Kaíque. Nenhum moleque com esse nome presta! Minha amiga, a Aline, certa vez namorou um Kaíque, e, ah, caramba, você nem imagina a confusão que deu...
— Felipe! Dá para prestar atenção, pô?
— Dá, dá. Desculpe, continue. Prometo não interromper mais. Diga. Fale. Speak.
— Pois é; a gente estava se curtindo...
— Em nome dos cuecões do nosso tio Mauro! O que você quer dizer com “a gente estava se curtindo”, hein, menina?
— Conversando, dialogando, trocando uma ideia, batendo um papo, rindo, se divertindo, se dando bem, etc, etc, essas coisas.
— Feliz em saber que esse seu “curtindo” tem essa conotação. Enfim, continue.
— E daí que de repente as coisas mudaram, ele começou a falar para mim de umas meninas que estavam querendo dar para ele, de como elas morriam de amor por ele e isso e aquilo e acolá, falou uma pancada de coisas desse tipo. Lorena falou que ele só estava fazendo isso para me deixar com ciúme, ela me disse para tomar uma atitude, ser mais agressiva, mostrar minhas intenções e tudo mais para ele sentir que o interesse é mútuo e, bem, eu tentei fazer isso, mas... Não funcionou muito bem.
— Eu espero do fundo do meu coração não me arrepender de perguntar isso, mas diga aí, criatura de olhinhos pequenos, o que você fez?
— Eu cantei para ele.
— Como assim você cantou para ele? Fez que nem o Heath Ledger em Dez Coisas Que Eu Odeio Em Você?
— Ótimo filme. Ótima cena. Ele era lindo, uma pena que morreu. Mas não. Não assim. Foi uma coisa mais reservada, cantei no microfone — ah, Felipe, claro que não é esse microfone! Microfone do computador, oh, mente poluída! Cantei no MSN para ele.
— Tá, e, uh, cantou que música?
All I Want Is You.
— Discrição é superestimada. U2, Kimya Dawson, Jon B.?
— Kimya Dawson, né.
Juno é um filme tão legal, tenho uma amiga que é alucinada por esse filme, eu creio que seja mais pelo Michael Cera do que por qualquer outra coisa, mas, enfim, isso não vem ao caso.
— Não, não vem mesmo.
— Mas e como ele reagiu? O que ele disse?
— Ele disse que eu tenho uma voz bonitinha e então começou a falar de como a Tuani fez uma espanhola nele.
— Qual é mesmo a idade desse menino?
— Dezesseis.
— Ah, está fraco. Com dezesseis anos eu já fazia 69 em pé com a Raffaela.
— Ew! Nojento! Informação demais!
Sorry. É o hábito de falar abertamente de putaria com meninas. Por um breve instante eu me esqueci de que estava falando com a minha irmãzinha bochechuda de olhos pequenos. Seja como for, eu não sei como isso te fez vir parar aqui na cozinha, defronte para a geladeira.
— Eu estava aqui para pensar. Eu não sei mais o que fazer. Como ele pode não notar que eu estou INTERESSADA nele? De vez em quando sinto como se ele estivesse me fazendo de otária...
— Uma amiga, a que tem uma paixonite pelo Michael Cera, diria que sim, que você está sendo feita de otária e, muito provavelmente, chamaria o cara de filho da puta. Eu, no entanto, tenho outra teoria.
— Pode compartilhá-la se quiser.
— Oh, eu ia compartilhá-la mesmo que não quisesse. Então, a minha teoria é: ele é um idiota de categoria maior, porque somente sendo um idiota de categoria maior para não perceber o tesouro de menina que está debaixo do nariz dele. Siga em frente, minha irmãzinha, há outros caras no caminho e alguns deles podem até merecê-la. Sério, sério. Sentindo-se melhor?
— Por mais incrível que pareça: sim, sim. Obrigada!
— De nada. Agora me dê o endereço desse rapaz.
— Para quê?
— Para eu fazer uma visitinha a ele.
— Tá, explique.
— Ele magoou a minha irmãzinha, então eu vou lá quebrar as pernas dele. É isso que nós, irmãos mais velhos, fazemos com quem magoa nossas irmãzinhas: nós damos um jeito no indivíduo.
— Faça parecer um acidente.
— Boa menina!


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (184) :.

1750.
Co: Você tem a lealdade e a necessidade de atenção de um cocker spaniel.
F: Essa é a primeira vez que alguém me chama de cachorro como se fosse um elogio (risos).

1749.
CW: O que você marcou naquela questão diabólica [do ENEM] sobre picadas de cobra, doença de ratos e febre amarela?
F: Vacina para vírus, soro para picada de cobra e antibiótico para bactéria.
CW: Vacina para febre amarela?
F: É, é. Febre amarela é uma doença viral.
CW: Então não zerei a prova. Tô feliz.
F: Comemoramos o seu não-zeramento da prova, daremos uma festa à fantasia, vá de Chapeuzinho Vermelho (piscadela).

1748.
CW: (conta um ocorrido).
F: Eu cito um amigo indiano, o [censurado]: “Karma is a bitch, baby”. Originalmente, ele falou “dude”, mas você não é um cara, é uma menina e uma muito lindinha, daí troquei pelo “baby”, enfim, mais uma informação que “mudou” a sua vida (risos).
CW: É, realmente (risos).

1747.
F: Então, saí ontem à noite com a tal estudante de Arquitetura. Incrível como eu só atraio meninas malucas.
CW: Ela é maluca (risos)?
F: Ela é maluca. Ela é complexada com a irmã mais velha dela que é médica. Acredita que ela passou TRÊS horas inteiras reclamando da irmã? Só não reclamava quando tinha algo na boca!
CW: (gira os olhos).
F: OK, primeiro, nós saímos para jantar e depois para dançar, ou melhor, para ela dançar e eu balançar o corpo de um jeito estranho, segundo, que pensamento feio, [censurado]! Mas que mente poluída, essa sua é!
CW: Mas eu não disse nada!
F: Não falou, mas pensou. E eu li o seu pensamento (piscadela).

1746.
F: Aparentemente, eu tenho o hábito de salvar o mundo.
Lu: Já percebi isso (risos).
F: Por que todo mundo diz isso?
Lu: Porque sim, ora.
F: Ai, ai, ai (imitando o Alfa V).
Lu: Alfa V?
F: Uau! Eu sou assim TÃO mais velho que você?

1745.
Ma: Não acha que já passou da hora da ressaca amorosa dele [nosso grande mano esbranquiçado]? Que tá na hora de se relacionar de novo, amar alguém, de parar de se preocupar em errar de novo?
F: Mano, sinceramente, eu acho que sim, já passou o tempo da ressaca, mas... Cada um com o seu jeito de lidar com o luto amoroso, né? O meu, por exemplo, foi transar com quarenta e sete meninas.
Ma: Quarenta e sete?
F: Sim, sim, quarenta e sete.
Ma: Bro, give me a high five (liga a webcam).
F: (liga a webcam) High five, não. High ten (risos).
F & Ma: (fazem o webcam high ten).
F: Nós temos que fazer isso mais vezes (risos).

1744.
Ma: A [minha ex-namorada] eu namorei por apenas três semanas. Ela tinha crazy eyes.
F: Dizem que o sexo com meninas de crazy eyes é um dos melhores que tem. Eu afirmo isso.
Ma: Bem, ela não foi lá essas coisas, mas foi bom. Ela me deixou ir por trás.
F: Com carinho?
Ma: Não (risos).

1743.
Ma: (mostra uma foto dele com sua excelentíssima).
F: Meu irmão gêmeo de outra mãe, você está trollzão como nunca, mas, caramba, essa menina é linda! Faço gosto, bro! Faço gosto! Ééééééégua, ela é MUITO linda!
Ma: Como assim “trollzão”?
F: É um eufemismo aceitável para “feio”.
Ma: (risos).
F: Enfim, meu irmão gêmeo de outra mãe, esse é um dos momentos em que eu sinto orgulho de te chamar de “meu irmão gêmeo de outra mãe”, QUEMENINALINDA!
Ma: (risos) Eu sou um fodido [de sorte].
F: É mesmo! É sim!

1742.
F: Daremos print [do webcam five] da próxima vez, em que “da próxima vez” = quando estivermos mais apresentáveis e com cara de quem acabou de acordar.
Ma: Quando eu transar com ela [minha excelentíssima], a gente [eu e você] faz [o webcam five] de novo (risos).
F: OK, mas apenas porque você — e os fluidos que estiverem na sua mão — não vão me tocar diretamente.

1741.
Ma: Bro, eu já te falei da boa [notícia]?
F: Você já me falou de muitas boas [notícias], diga qual é essa daí.
Ma: Da [minha excelentíssima].
F: Do vídeo que ela fez, dos comentários dela acerca do vídeo que você fez?
Ma: Well, she likes me.
F: Ela falou isso com todas as palavras?
Ma: Yeah. Eu disse primeiro, depois ela disse.
F: [Censurado], meu irmão gêmeo de outra mãe, se eu bebesse e houvesse uma garrafa de champanhe aqui, eu abri-la-ia para brindar virtualmente com você.
Ma: (risos).
F: Ah, para o inferno, ligue sua webcam, webcam five!
F & Ma: (ligam a webcam e fazem um high five).
Ma: (risos).
F: OK, essa foi a gala sequice mais divertida que a gente já fez junto em anos!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (183) + Texto



.: TEXTO* :.


— Oi, Verônica, tudo bem?
— Tudo sim, Rodrigo. E você?
— Também. Ei, amanhã é sábado... Que tal sairmos para assistir a um filme, ou fazer outra coisa?
— Puxa, amanhã não vai dá! Vou jantar com meu namorado.
—... Seu namorado?
— É! Você se lembra do Lucas da escola? Começamos a sair um dia desses. Ele é muito engraçado.
— Sei quem é...
— Eu levei minha irmãzinha ao parque e ele estava lá sentado em um banco, sozinho. Então eu fui lá falar com ele. Acabou que combinamos.
— Você estava chateada?
— Acho que sim.
— Mas você devia ter conversado comigo. Eu sempre estou aqui para você.
— Eu sei, e agradeço. É importante para mim.
— Verônica, eu acho melhor dizer logo: eu te amo. Fico a noite toda acordado, pensando em nós dois juntos, porque eu gosto tanto de você. Eu quero te abraçar quando você está triste e quero passar o resto de nossas vidas juntos, porque eu tenho certeza de que tudo vai ficar bem. Sempre estive aqui para você, mas parece que você prefere sair com esses idiotas que nunca te dão atenção e sempre te traem. E eu aqui, o tempo todo, só queria uma chance de te fazer feliz.
— É, é verdade. Você sempre esteve. Desde aquela época até hoje, você sempre esteve aí para mim. Sempre online no MSN, pronto para me dar um abraço e um sorriso virtuais com o seu português meia-boca. Eu, aparentemente, me maltrato ao ficar com um número infinito de caras idiotas ao mesmo tempo em que você assiste sentado, esperando que eu me canse após o último idiota e diga “Rodrigo, é por você que eu devia ter me apaixonado há tanto tempo!”, após isso, nós ficaríamos juntos de mãos delas pelos cinemas e praias e todas essas experiências maravilhosas que você não teve aos catorze anos de idade como o restante de nós teve pelo simples fato de você não ter coragem na época e ainda não a ter hoje em dia. Você é sem sal, Rodrigo. Você é chato, e é chato porque enquanto esses “idiotas” estavam lá fora tomando sol, cometendo erros e experimentando o que a vida tem a oferecer, você estava trancado no seu quarto, aprendendo todos os detalhes do seu videogame preferido, fingindo entender de discussões sobre religião e política para se fazer de inteligente em conversas, tentando convencer a si mesmo que conhecimento é melhor do que experiência e sabedoria. Não é, Rodrigo, e o único motivo que eu sairia com alguém que perdeu tanto tempo aprendendo coisas inúteis é se essa pessoa fosse confiante e alegre, ou se fosse ótima na cama, ou coisas que eu imagino que você NÃO seja. Esses “idiotas” sabem que nós, garotas, precisamos de carinho, vaidade, estímulo, discussões e não simplesmente nos grudarmos o resto da vida com um covarde submisso nos dizendo que nós somos perfeitas, porque ouvir a mesma infantilidade melada todas às vezes é um saco. Eu gosto de discutir com os meus namorados. Mostra que eles não têm medo de dizer o que acham realmente de mim ao contrário de um cara que diz que eu sou interessante e linda quando, na verdade, ele me acha burra e neurótica o suficiente para não perceber que ele só quer sexo na hora que bem entender e depois tentar conversas profundas e sem sentido para manter a imagem fictícia de que ele tem um lado sensível e carinhoso. Garotas querem estar com os idiotas porque eles são mais selvagens e pouco civilizados, pois isso significa que são impulsivos, cheios de energia e fortes ao contrário do cara pálido, calculista e “intelectual” que, quando o bicho pega, não saberia criar situações imprevisíveis nem por um milagre. Eu até mesmo diria que sua rejeição quanto aos (ou até mesmo falta de) seus instintos masculinos diminuirá o crescimento populacional humano, pois mais e mais caras tímidos tentarão se tornar inteligentes ao estudar um amplo espectro de informações inúteis fornecidas e aceitas pelos antissociais de gerações anteriores em vez de seguir seus instintos primários e se tornarem homens adultos, engravidar mulheres e contribuir para a continuidade da raça humana. Sinto muito se considero o futuro da nossa espécie mais importante que o seu patético desejo de encontrar uma virgem inocente e pura, mas, sinceramente, a única coisa que sua introversão me diz é que você tenta parecer tímido e incompreendido quando, na verdade, sua relutância em tomar as rédeas da sua própria vida e sua tendência de reclamar e fingir depressão quando as coisas não acontecem exatamente como você quer me fazem ter o conceito de que você não é nada além de um mimado covarde e egoísta.
— É uma pena que você pense desse jeito.
— É mesmo? E por quê?
— Porque, para mim, você era uma mulher que se dava o merecido respeito, e não mais uma dessas predadoras, ou melhor dizendo, VADIAS que infestam a nossa sociedade, andando por aí com ar de superiora, dando uma de gostosa, fazendo pouco das pessoas que “perdem o seu tempo” estudando, trabalhando, ou vivendo os seus hobbies de uma maneira saudável e feliz. Para vocês, VADIAS, somos inferiores a esses “homens”. Somos não mais que um bando de nerds, somos os mimados, os idiotas, os babacas, os caretas, os paradões, os que “perdem suas vidas” com coisas chatas! Para vocês, VADIAS, nós não prestamos e somos marginalizados porque muitas vezes não somos desportistas, não cultivamos vícios, não gostamos de fuzarca, temos um hobby diferente, somos tímidos, românticos e não temos o nosso veículo, mas os “caras”, os “gostosões”, os “machos de verdade”, ou, como você disse, os “que pegam bronze e seguem seus instintos” são aqueles que bebem até cair, ou até se acharem o máximo e pegar um veículo e matar um pai de família que não tem nada a ver com a irresponsabilidade dele, são aqueles que batem em vocês por qualquer motivo e quando tentam terminar o relacionamento, eles ficam atormentando vocês, são aqueles que adoram essas festinhas cheias de drogas e ficam “fritando” até terem uma overdose, são aqueles que dizem que estão na casa de um parente, de um amigo, no futebol ou no trabalho, mas, na verdade, estão no motel com outra garota ou com uma garota de programa (ou garotas, quem sabe) e depois estufam o peito e enchem aquela boca imunda para dizer “Eu te amo, princesa” e vocês, VADIAS, se derretem toda mesmo sabendo das “puladas de cerca” do “machão”, porque não querem admitir o fato de que não possuem personalidade suficiente para tocar a vida sem alguém que as faça de capacho! Enfim, vocês gostam dos “machos que seguem os seus instintos primitivos”, que sejam um LIXO de ser humano e queiram afundar vocês, VADIAS, no seu monturo e transformá-las também em LIXO como eles! Não que vocês não mereçam! Vocês merecem! Já que procuram com tanta dedicação esse tipo de ser. O problema é que depois que fazem a besteira... Qual é mesmo o adjetivo que vocês dão a eles? Ah, claro: galinhas, safados, vagabundos, cachorros... E ficam grávidas, pegam uma doença, viram alcoólatras ou drogadas (ou os dois), ou têm o coração despedaçado, quem vocês procuram para desabafar, serem consoladas e enxugarem as lágrimas? NÓS, os nerds, os idiotas, os babacas, os caretas, os paradões, os que “perdem suas vidas” com coisas chatas. NÓS! Vocês, VADIAS, vêm com aquela conversa mole para boi dormir de que procuram por um “homem para a vida toda”, que seja “romântico” e “atencioso”, mas quando queremos fazer parte do seu mundo, quando queremos vocês para respeitar e para honrar, para trata-las com todo o carinho e dedicação que (supomos) vocês merecem, vem à tona as velhas desculpas ridículas do tipo: “vai estragar a amizade”, “você é para casar”, “você é muito fofo, mas agora eu quero alguém para me aventurar”, e tantas outras rejeições que estamos tão acostumados a receber. Daí vocês, VADIAS, das duas, uma: ou se aventuram com outro cara que fará a mesma coisa, ou voltará com o anterior... Para o bem, ou para o mal, eu descobri, infelizmente, que você é esse tipo de garota. Mas, felizmente, não são todas as que são assim. Continuarei a procurar por uma menina que não se venda por tão pouco e com ela serei muito feliz. Boa sorte com o Lucas e te desejo do fundo do coração que sejam muito felizes. Tenha uma boa vida. Tchau. Beijos.

*Esse texto não é de minha autoria, mas continua sendo muito legal.

.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (183) :.

1740.
F: Eu sou um ator nato, OK?
Co: Sim, você é.
F: Eu acho que não escutei direito, diga-me, você acabou de concordar comigo?
Co: Sim, sim.
F: Quem é você e o que fez com aquela menina que me viu pelado na piscina há quase dez anos?
Co: Você age todo menino pombocão quando está na presença das namoradas dos seus amigos para não roubar os holofotes deles, já em situações normais, finge ter uma síndrome de Peter Pan e fica soltando brincadeirinhas e piadinhas para deixar a pessoa confortável com você e há também os momentos em que você fica todo ereto, sério e machão, àquelas horas em que tem de salvar o mundo. Se isso não é atuar, eu não sei o que é.
F: Eu não sei o que odeio mais nesse momento: você, ou a Psicologia.

1739.
Ca: (pasmo) Você beijou a namorada do gordinho?
F: Por um segundo! Não, por um milionésimo de segundo! Nossos lábios nem tangenciaram direito! Além do mais, ela quem me agarrou e empurrou na parede, eu sou inocente!
Ca: Porra, Felipe, isso não se faz! Não se beija a namorada do gordinho! Beijar a namorada do gordinho é sacanagem, porra! Porra, o gordinho já tem problemas demais. Porra, o gordinho já é gordinho. O gordinho nem sabe como arranjou essa namorada e você ainda beija a menina! Porra, Felipe, não se beija a namorada do gordinho! O gordinho não merece isso, porra! O Superman NUNCA faria isso.
F: O Superman quase destruiu a Terra.
Ca: Sim, mas a Granny Goodness tinha feito lavagem cerebral nele. Ele tinha um álibi. Você não.
F: (triste) OK, OK. Eu vou sentar ali no meu cantinho e pensar em como é errado beijar a namorada do gordinho.

1738.
My: [censurado] tá reclamando que a minha mãe a chama de Luzia. Relaxa, ela chama a [censurado]² de Catarina e me chama de Adelaide.
F: Adelaide é foda (risos).
My: Também acho! Ela me confundiu com a escrava da novela.

1737.
G: (no Twitter) Adoro quando a [minha excelentíssima] me liga antes de eu dormir... Eu sempre durmo tão feliz (risinhos).
F: Canoa!
G: Cara, você errou de profile... Era pra você escrever isso para o [seu primo]. Fica a dica.
F: Realmente, realmente, realmente.

1736.
Ju: O que a sua mãe fez no [seu] PC?
F: Mana, nem sei. Só sei que quando eu cheguei da academia, ela me presenteou com dois pacotes de biscoito, uma Coca-Cola Zero Açúcar de dois litros e cinquenta reais para comprar livros, na hora olhei para o notebook e pensei “Ela fez merda!”.
Ju: Adorei [a] sua mãe (risos).

1735.
F: Nervosa com o ENEM?
Ju: Olha, sinceramente... NÃO SEI.
F: (pasmo) Como você NÃO sabe?
Ju: Eu estou meio... Aérea. Porque eu tô com medo de não passar, então prefiro pensar que não sei se tô nervosa.
F: Adorei (risos)!

1734.
Lu: Awn, você é fofo.
F: Sim, eu sou. Faz parte do meu charme.
Lu: Ai, convencido.
F: Culpa de vocês que me enchem de elogios.
Lu: Só falei que você é fofo.
F: O que é um elogio, certo?
Lu: Sim, sim.
F: Pois então (piscadela).

1733.
Lu: Minha amiga acabou de se assumir bi[ssexual]! Estou MUITO chocada. Ela era MUITO hetero[ssexual].
F: Que amiga, a [censurado]?
Lu: Não! A [censurado]².
F: A feiozinha?
Lu: É, é. Porra, e ela não parece bi.
F: Como assim “ela não parece bi”? Bi tem uma aparência característica?
Lu: Tem, claro. Tem todo um jeito.
F: Tô sabendo disso, não.
Lu: Eu tenho jeito de lésbica, acabei virando.
F: Sabe que eu não acho? Para mim você tem jeito de menininha, e só. É fofa, moça.
Lu: Sério? Awn, você é lindo.
F: Yes, I am.

1732.
CW: Hoje em dia todo mundo quer causar a qualquer custo. Impressionante.
F: Como assim?
CW: Causar, ué. Todo mundo quer chamar atenção.
F: Ah, sim. É a necessidade de autoafirmação, né. Em um mundo de sete bilhões de pessoas, há aquelas que desejam ser lembradas. É o único que nós temos, por enquanto, de nos equiparar à Turritopsis nutricula.
CW: Eu acho idiota, gente querendo causar a qualquer custo.
F: É o desespero. Eu acho idiota essa necessidade de autoafirmação, mas não posso culpá-los.
CW: Eu posso! A culpa é minha e eu ponho ela em quem eu quiser.
F: Não adianta o que os acadêmicos dizem, a filosofia de Homer Simpson deveria ser ensinada nas escolas (risos).

1731.
CW: Eu não sei se [os] meus textos são realmente bons. Vocês dizem que sim, mas vocês são meus amigos. Então é café com leite.
F: Na verdade, não. Se eu achasse que você escrevesse porcaria, eu teria dito para ti no primeiro instante em que me pedisse uma opinião.
CW: (risos) Sério? Isso é bom. Odeio gente falsa. Eu gosto da verdade ralando a minha cara no asfalto.
F: OK, isso soou que nem um episódio de Comichão & Coçadinha.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (182) + Devaneio


.: DEVANEIO :.


O seu nome era Nathaniel, o filho de Arnon, o Rei dos Deuses e Deus do Sol.

Arnon emanou Centelha da Vida, criando o Mundo dos Homens e os abençoou com o dom do livre arbítrio.


O homem, no entanto, era uma criatura imperfeita. E de sua imperfeição, Zalaph, o Deus das Sombras, se aproveitou, corrompendo o coração do homem e pondo-o contra o seu Criador e os deuses do Reino dos Céus de onde ele, Zalaph, havia sido exilado por ter tentado usurpar o trono de Arnon, sua contrametade.


E assim o Mundo dos Homens afundou em uma torrente incontrolável de traição, roubo, assassinato e destruição — as sombras de Zalaph encobriam os céus, impedindo a passagem do calor e da luz do Sol.


Arnon, sorumbático, enviou Nathaniel, o último “presente de Deus”, do conforto do Reino dos Céus para o caótico Mundo dos Homens na esperança de que ele pudesse ser o protetor da humanidade contra a influência perversa de Zalaph.


Nathaniel confrontou a escuridão durante anos, trazendo de volta o esplendor dos raios de sol, reacendendo a chama da esperança e recuperando a nobreza existente nos corações dos homens. De alguns homens. Houve um homem que nunca o aceitou: Bartolomeu. Para ele, os deuses eram, sem qualquer exceção, criaturas malignas e assim dedicou sua vida a destruição destes, especialmente Nathaniel, aquele que conquistou o amor da humanidade.


Bartolomeu, um mortal, tinha o intelecto como sua única arma contra aquele dotado do epíteto de Filho do Sol. E um dia tal intelecto quase destruiu Nathaniel: a fim de quebrar sua crença na humanidade, Bartolomeu mostrou ao Filho do Sol que NUNCA ele poderia vencer a escuridão de Zalaph, pois esta não é algo tangível, é um sentimento inerente ao coração do homem — um único dia ruim é o suficiente para transformar um anjo em demônio. E era verdade.


Naquela noite, o Filho do Sol chorou como uma criança inconsolável, pois intuiu que a única maneira de transformar o homem na nobre criatura idealizada pelo Pai-Sol era dominando-o com punho de ferro, concentrando o ódio do mundo na sua pessoa e assim unificando a humanidade contra ele.


No amanhecer do dia, Nathaniel estava preparado para se tornar à encarnação do Puro Mal.


E no Puro Mal ele teria se tornado se Arnon não houvesse interferido.


O Pai-Sol desceu do Reino dos Céus e falou, afetuosamente, com sua criança.


— Meu filho, não chore. Eu não o enviei para ser um ditador. Você não está aqui para ser um símbolo de ódio, mas de esperança. Você está aqui para dar o exemplo, para mostrar ao homem como ele pode ser bom. O seu destino, meu filho, é ensinar ao homem como alcançar a Verdade, a Justiça, a Liberdade e a Felicidade. Agora você, meu filho, enxugue suas lágrimas, livre-se desses pensamentos sombrios, erga sua cabeça e vá. O dever interminável — O SEU DEVER — o invoca. Vá.


Nathaniel enxugou as lágrimas, livrou-se daqueles pensamentos sombrios, ergueu a cabeça e partiu.

Ele havia de dar o exemplo a ser seguido. Ele era indispensável para o mundo. Ele era o símbolo de esperança. Ele era tudo que VOCÊ pode ser.



.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (182) :.

1730.
PJ: Você é do tipo de homem que trai?
F: Não, não. Eu. Trair. Nunca. Há um lugar especial reservado no inferno para os traidores e, caramba, eu não tenho a menor vontade de ficar lá pela eternidade.

1729.
CW: Li de novo A Cabana. Odeio o jeito como o livro é escrito. Nem é o enredo em si, mas o jeito.
F: Problemas com rodeios intermináveis?
CW: E aquelas milhões de metáforas. Metáfora para tudo, que merda. Odeio isso. Uso de vez em quando.
F: Ué, por que tem problema com metáforas? São divertidas.
CW: Não para tudo. Pro ar, pra neve, pro correio, pra chuva.
F: Bem, só há uma metáfora para o pessoal dos Correios: “filhos da puta que vivem entregando os meus livros na casa errada”. Oh, wait. Isso não é metáfora, é descrição mesmo.
CW: (muitos risos).

1728.
F: E você, o que fará [amanhã] além de ir à igreja e votar no [José] Serra?
CW: Não vou à igreja, não.
F: Por que não?
CW: Porque tá muito calor.
F: É domingo de eleição, não haverá ninguém na igreja além de você, do padre e dos ventiladores.
CW: Duvido. Pode dar terremoto que a igreja tá lotada. Nunca vi. As velhotas são as primeiras. A missa começa às nove horas, às oito horas elas já estão lá pra pegarem lugar.
F: Beatas de igreja. Por favor, não se ofenda, mas elas são tão ruins quanto velhos de loja de conveniência e taxistas.
CW: (boquiaberta).
F: (“constrangido”) Não me olhe desse jeito. O tenso das beatas é que você se senta ao lado delas, concorda com um comentário qualquer e pronto! Ela te contará a vida dela, do marido, dos filhos, dos netos, da vizinha e, pasme, da vizinha da vizinha! E, incrivelmente, um dos filhos dela será ou médico, ou advogado, ou engenheiro. É incrível!
CW: Isso é mesmo.
F: Pois é. Velho de loja de conveniência é a mesma coisa, só que ele também fica te cutucando quando está falando e fazendo piadas sacanas que, caramba, são de entristecer o coração.
CW: (convulsões de risos).

1727.
CW: Acho que vou voltar a bloquear todo mundo [no MSN].
F: Sinto como se um “X” enorme estivesse viajando de [sua cidade] para cá.
CW: (risos).

1726.
CW: O Sheldon é assexuado. Não é gay.
F: Eu não faço a menor ideia de como entramos nesse assunto, mas, OK, eu darei continuidade. Então, ele arranjou uma “namorada” nessa última temporada.
CW: Eu não acho que ele deveria ficar com ela. “Eu não faço a menor ideia de como entramos nesse assunto” (risos), adorei isso! Gosto de assuntos assim, sem início.
F: Assuntos que começam de repente e terminam sem avisar.

1725.
F: Uau!, teve coragem de enfrentar o gongolo?
CW: Eu joguei a vassoura na parede, ele caiu, aí joguei um chinelo em cima, e esmaguei em cima do chinelo com o cabo da vassoura e ouvi ele se quebrando todo.
F: Esse duelo emocionante era digno de ser filmado e postado no YouTube. Uns cem milhões de visualizações fácil, fácil.

1725.
CW: Então vamos lá, você que sabe de tudo, por que a bala de framboesa parece ser mais doce que as outras? Parece que essa porcaria é açúcar puro!
F: Eu não faço a menor ideia. Mas se for para dar um palpite, diria que é porque as substâncias da bala de framboesa são mais eficientes em ativar as papilas gustativas responsáveis pela sensação de doçura na boca.
CW: Aaaaaaaaaaaah, sim. Você tem resposta para tudo e como não entendo nada, só concordo (risos).
F: (rindo) Há regiões na sua língua que são estimuladas por certas substâncias e provocam certas sensações no cérebro.
CW: (brincando) Não, não explica. Eu prefiro ficar com a ideia de que um gnomo do bem vive nas minhas veias e leva toda informação para o meu coração e um gnomo mais do bem ainda leva pro meu cérebro e estou feliz assim. Pronto e basta (muitos risos).
F: (convulsões de risos).

1724.
F: Égua (interjeição paraense análoga ao “bah” gaúcho)!
CW: Tá, eu não ia achar que você tá me chamando de “égua” se é o que tava pensando ao explicar.
F: Há jurisprudência: uma amiga pensou. Deu a maior merda. Xingou-me até a décima quarta geração da minha família antes de me dar a oportunidade de explicar.
CW: (risos).
F: Pois é. E como você tem cara de quem, quando se sente ofendida, só falta liberar os cães do inferno, achei mais sábio explicar logo (risos).

1723.
Lu: Acho que a [censurado] matará aula [amanhã] também.
F: Sairão todas juntas?
Lu: Sim... Eu e (diz mais nove nomes).
F: (pasmo) Porra, não haverá mais alunos na escola!

1722.
Bruxo de Fogo: Cara, você já falou com a tua irmã [sobre colorir a nossa HQ one-shot]?
F: Não, não. Não se preocupe com isso, usarei os meus poderes Jedi para fazê-la concordar, olharei para ela e falarei “Esses não são os droids que você está procurando”. (pausa por um momento) Égua, cara, eu sou MUITO nerd (risos).

1721.
He: Ei, viking, valeu por adicionar os vídeos da minha banda no teu Orkut.
F: Quer me agradecer? Divida as groupies comigo!


domingo, 31 de outubro de 2010

Feliz aniversário, grande mano esbranquiçado!

Há dez anos e alguns meses, eu conheci um moleque estranho. Hoje em dia, ele é o meu melhor amigo e tenho-o como um irmão mais velho. Agora que já não estamos mais estudando juntos, nós passamos algum tempo sem nos falar — isso é normal —, contudo toda vez em que nos encontramos, nós nos falamos como se tivéssemos nos visto no dia anterior. Isso é uma dádiva. Ele é uma das pessoas que eu mais admiro no mundo inteiro. Eu não tenho a menor dúvida de que serei chamado de “tio” pelos filhos dele e que ele será chamado de “tio” pelos meus. Ele será, por toda eternidade, o meu irmão.




Feliz aniversário, grande mano esbranquiçado!