quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (172) + Excerto + Agradecimento



.: EXCERTO :.


— A propósito, você se lembra daquela discussão que estávamos tendo sobre agressão? Bem, eu pensei em uma boa razão para começar uma guerra.

Merlyn congelou.

— Eu gostaria de escutá-la.

— Uma boa razão para começar uma guerra é simplesmente ter uma boa razão! Por exemplo, digamos que haja um rei que tenha descoberto um novo modo de vida para os seres humanos — você sabe; algo que seja bom para eles. Pode até mesmo ser o único modo de salvá-los da destruição. Bem, se os seres humanos fossem muito malvados ou muito estúpidos para aceitar esse modo, ele teria de forçá-lo com a espada.

O mago fechou seus punhos, torceu suas vestes e começou a tremer de ponta a cabeça.

— Muito interessante — ele disse em uma voz tremida. — Muito interessante. Havia um homem quando eu era jovem — um austríaco que inventou um novo modo de vida e se convenceu que ele era o escolhido para fazê-lo funcionar. Ele tentou impor sua reforma pela espada, e mergulhou o mundo civilizado em miséria e caos. Mas o que esse camarada negligenciou, meu amigo, foi que ele teve um predecessor no emprego de reformas chamado Jesus Cristo. Talvez nós possamos assumir que Jesus sabia tanto quanto esse austríaco sobre salvar pessoas. Mas a diferença é que Jesus não transformou seus discípulos em soldados, queimou o Templo de Jerusalém e colocou a culpa em Pôncio Pilatos. Ao contrário, ele deixou bem claro que o dever de um filósofo é deixar as ideias disponíveis e não impô-las ao povo.
-A Rainha do Ar & das Sombras, capítulo VIII, conversa entre Sir Kay e Merlyn


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (172) :.

1630.
Lu: (brincando) Vou virar lésbica.
F: Mulheres são doidas e 90% do orgasmo feminino e a sua lubrificação é psicológico, fique com os homens, nós somos fáceis [de agradar].

1629.
F: (distraído com a musa).
PV: É tão mais divertido discutir contigo quando tás falando com ela [tua musa]. Teus argumentos são tensos e nem você presta atenção neles.
F: Isso é golpe baixo, viu?
PV: (rindo) Aprendi contigo.

1628.
F: (distraído por conta da minha musa) Apenas concorde comigo que Mozart > Beethoven.
PV: Você sabe que eu vou discordar, né?
F: Ah, qual é! Hino à Alegria é lindo, mas Réquiem é divino e Ave Maria idem!
PV: OK, Ave Maria é lindo.
F: Exato, exato.
PV: Mais ainda prefiro Hino à Alegria. É uma questão de preferência, não de quem é melhor.
F: Nesse caso vamos apenas concordar que o Ragatanga é fantástico.
PV: (rindo) [Esse é um] Novo método para acabar com discussões que você poderia estar em desvantagem por estar falando com a [tua musa]?

1627.
F: Meu antigo professor de Física dizia que o mundo seria algo altamente surreal se nós pudéssemos ver as ondas de todas as frequências.
J(p): Claro que não seria, afinal, a gente estaria acostumado com isso.
F: Sim, pô, ele usou o nosso padrão para analisar a situação. É o ponto A como visto do ponto B.
J(p): Isso não faz sentido. A gente não pode usar o nosso padrão para analisar o padrão de outra situação.
F: Claro que podemos! É o ponto fundamental da Física: o referencial. Não há como analisar algo sem ter um referencial, tendo, por exemplo, eu como referencial, àquela menina branquinha de cabelos castanhos e bochechas rosadas é linda de morrer, tendo, por outro lado, você como referencial, ela se torna uma menina bonita, só isso. Para tudo na vida, nós precisamos de um ponto de referência.

1626.
F: Ela [minha ex-namorada] é novinha. Tem só quinze aninhos.
Ai: (rindo) Pegou pra criar é?

1625.
Ai: Eu gosto mais do teu jeito que do jeito do [teu primo].
F: Nossa, mas que legal. ... [censurado], eu vou fazer uma criancice agora, OK?
Ai: Tá.
F: (aponta para o primo) Ah-hah! Morra de inveja! Ela gosta mais do meu jeito que do teu.
J(p): (nem liga).

1624.
F: (começa a rir do nada).
Ai: Que foi?
F: Ah, é que eu me lembrei de uma namorada minha. Ex-namorada. Lembrei-me de quando estávamos conversando no telefone e, dado vinte minutos de conversa, ela disse que ia desligar, eu estranhei, né, afinal, vocês, mulheres, falam pra caramba, daí eu perguntei o porquê disso e ela respondeu que tinha ouvido um barulho, pensou que era um fantasma, então ia desligar o telefone, se esconder na cama e fingir que estava dormindo, em outras palavras, ela ia enganar o fantasma.
Ai: (convulsões de risos).

1623.
Ai: Mas por que você faz isso [guarda lembranças das meninas com quem ficou]?
F: Porque eu quero me lembrar delas, ora. Elas não são objetos, não são que nem camisinhas que a gente usa e depois joga fora.

1622.
F: Começo a achar que eu tenho um rosto muito comum.
*flashback*
R(p): Você é igualzinho ao Ashton Kutcher.
*flashback*
J(p): Eu te acho a lata do Branco Melo.
*flashback*
My: Toda vez que olho para o Dorian Gray, me lembro de ti.
*flashback*
Vovô: Você é muito parecido com o menino da novela [Daniel Oliveira].
*de volta aos tempos atuais*
Ca: Por que você diz isso?

1621.
Professor de Física: (ministrando a Segunda Lei da Termodinâmica)... Porque a gente põe óleo no motor? Para diminuir o atrito! Óleo... Lubrificante. Põe o lubrificante, o atrito diminuiu, desliza com mais facilidade...
F: (risos).
G: (rindo) Somos as únicas pessoas na sala que perceberam o significado sacana do que ele disse.
F: (ainda rindo) É por que somos os escolhidos, meu amigo Jedi. Nós somos os escolhidos.

.: AGRADECIMENTO :.

Um agradecimento à moça (que eu acredito ser) adorável chamada Drink With Rock por ter começado a seguir o Crônicas da Minha Vida. Ela, por sua vez, também tem um blog: http://drinkwithrock.blogspot.com/, ainda está engantinhando, mas principalmente pela postagem do dia 18 de setembro parece ser interessante de se ler, deem uma olhadela lá, pessoas!

sábado, 18 de setembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (171) + Devaneio



.: DEVANEIO :.



Amor. No dicionário, é descrito como “o sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem”. Para as ciências, não é nada além de um fluxo de substâncias químicas, uma enxurrada de adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, serotonina e as endorfinas. Os religiosos dizem que é a base de toda a criação, então proclamando “Deus é amor”. E Camus, um dos meus favoritos, descrevia o amor como “sorrir por nada e ficar triste sem motivos”.

Amor. Certamente há várias definições. Eu também tenho a minha. Para mim, amar é dar o seu coração, em totalidade, para aquela pessoa, é aceitar as suas qualidades e defeitos, é estar ao lado dela durante os sorrisos e as lágrimas, é segurar sua mão nos momentos de felicidade e nos de medo também, é ter a coragem de discordar quando ela está errada, é agir com sinceridade, é protegê-la do mundo cruel, é magoá-la para ajudá-la a crescer. O amor é simplesmente estar lá por ela em todos os momentos.

Eu não estou escrevendo esse texto por estar me sentindo absurdamente feliz nos últimos dias, não, não, eu estou escrevendo-o como uma homenagem a todo o amor que há ao meu redor, o amor sentido por mim... Por meus pais... Por meus tios... Por meus primos... Por meus amigos... E por ela também. Esse não é um texto dotado de uma reflexão altamente profunda acerca do amor, é apenas um texto feito para descrever como é esse nobríssimo sentimento perante os meus olhos. Não mais do que isso.

E uma vez descrito como é o amor para mim, tudo que me resta a fazer é dizer: pessoas, eu amo vocês até mesmo quando me irritam e me causam aquelas complicações estomacais que tanto detesto. E, onde quer que esteja, fique sabendo — eu te amo.


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (171) :.

1620.
CW: Cara, você é a ÚNICA pessoa que me apoia [quanto a minha carreira musical], sabia? Você e meu professor, na verdade... Mas ele é por motivos duvidosos, eu pago o cara, pô. Mas de resto, ninguém acredita mesmo. A minha família não bota fé, [e] os poucos amigos que eu tenho dão risada quando eu toco no assunto.
F: Bem, eu quero MUITO poder dizer “Ei, tá vendo essa menina do clipe? Pois é, eu conheço [conhecia] ela”... E, bem, como eu poderia NÃO te apoiar quando o meu objetivo na vida é tão, ah, difícil quanto o seu?
CW: (animada) Então vamos arrasar, e sambar na cara de quem não acreditava na gente!
F: OK, apenas me ensine a sambar antes disso.
CW: Eu também não sei. Sei que a gíria “travesticia” me obriga a dizer isso.
F: Precisaremos ou mudar a gíria, ou aprender a sambar. O que for mais fácil. ... Quanto será o custo de um curso de samba?

1619.
CW: Justin [Bieber] é muito gato, se eu fosse famosa, pegaria.
F: Pare com essas besteiras.
CW: (dá a língua).
F: Se fosse ao menos o Bob Dylan, o Paul McCartney, etc, etc, eu até entenderia, mas o Bieber...!
CW: O Paul e o Dylan não são muito compatíveis com a minha idade. E eu os vejo como deuses. Eu seria herege.
F: O menino parece um feto, ao menos eles têm cara de homem. E, ah, ao menos você ficar no mesmo patamar que a Jane [Asher] e a Linda [McCartney]. ... Uau! Eu não acredito que eu tô realmente dizendo para você pensar em ficar com esses caras!
CW: (muitos risos).

1618.
F: Don’t ya worry, it’s gonna be easier as the days go by. <= em inglês para te animar. CW: Nem o VMB, engraçado do jeito que tá, me animou.
F: Tente macarrão com queijo. Pode ajudar.
CW: Só se ajudar for igual a engordar. ... Justin Bieber ganhou [na categoria de] artista internacional! Amei!
F: (incrédulo) Sério, ISSO te animou?
CW: Sim, ele é tão fofinho, nossa.
F: Às vezes você me deixa assim: ³. Note que é isso ao cubo, ou seja, x x .

1617.
Lu: Puxa, eu comentei sobre o seu jeito com uma amiga minha e ela disse que namoraria você.
F: Amém por saber que eu estou começando a fazer sucesso com as cariocas. Agora só faltam 22 estados caírem de amor por mim para eu conquistar o Brasil.
Lu: É porque aqui no Rio [de Janeiro] é muito difícil achar um garoto assim. Já te falei isso.
F: Eu me lembro de você ter comentado isso por alto.
Lu: Se eu não curtisse caras com quase trinta anos, provavelmente seria sua fã.
F: Eu quase me senti como um Colírio agora.

1616.
Lu: Eu acho que você é melhor que muito homem por aí. Chamo-te de safado para brincar, mas você é fofinho, quem sabe um bom companheiro.
F: That means a lot to me. Seriously. <= em inglês para mostrar quão feliz eu fiquei por ter escutado (lido) isso.
Lu: (risos).
F: Pareceu irônico? Porque dessa vez não foi irônico, foi sincero.
Lu: Não pareceu, não (risos).

1615.
Lu: Vocês [você e sua irmãzinha bochechuda] conversam sobre tudo?
F: Nós não somos assim TÃO próximos, nos zoamos e brigamos direto, parecemos mais colegas de classe do que irmãos, ocasionalmente eu a ajudo em seus estudos e está implícito que o dia em que um carinha magoá-la, eu pessoalmente irei até a casa dele e quebrarei os seus joelhos.

1614.
F: Não há conversa no mundo que torne sexo COM camisinha mais agradável do que sexo SEM camisinha.
Lu: Tem diferença?
F: Muita.
Lu: Dá mais prazer?
F: E ponha prazer nisso.
Lu: Puxa vida... Mas não rola transar sem camisinha.
F: Apenas com a namorada, depois de três anos de namoro e de um exame de AIDS, tomando pílula regularmente e com a pílula do dia seguinte em cima do criado-mudo apenas por precaução, aí rola.
Lu: É, exatamente. Mas, fora isso, não.
F: Claro, seria estúpido se fizesse isso de outro modo.
Lu: Sim... Imagina um Little Felipe no mundo.
F:
Luke.
Lu: Vai se chamar Luke? Que lindo.
F: Na verdade, Lucas Jorge (o nome do meio por conta de uma aposta que eu perdi). Luke será apelido. Mas somente se a mãe dele for à linda da [censurado] (olhinhos brilhando).

1613.
Lu: Você tem um armário para essas coisas que pega das meninas?
F: Uma caixinha de charutos, daqui a pouco ficará superlotada, precisarei de uma gaveta. Normalmente pego coisas pequenas como brincos e pulseiras, é difícil pegar coisas grandes como calcinhas, camisas e, em um caso particular, o meu único cinto.
Lu: Você pede a elas?
F: Sim, sim.
Lu: Eu ficaria com vergonha de pedir. Você é muito cara de pau.
F: Sim, eu sou. Digo algo como: “Eu não tenho o hábito de falar isso, mas... Uh, essa foi uma das melhores noites da minha vida... Sério, sério, não é brincadeira nem mentira, é a pura verdade... (olho para o céu) Eu queria ter algo para guardar desse momento, queria mesmo”. E voilá.

1612.
Lu: ... Quando namorados ficam sozinhos em casa, muita coisa acontece.
F: Não é nem preciso ficar sozinho, basta ter um sofá e uma empregada simpática que aceite ficar no quartinho tomando conta do irmãozinho com a porta fechada.
Lu: Você já fez isso?
F: Milhares de vezes. Tempos de [censurado] II. Nunca me esquecerei daquele vestido preto, ele poderia contar histórias muito picantes.

1611.
Lu: Eu tenho tendência a enjoar rápido de ficantes, se ficar puxando o meu saco então... Ele fazia tudo por mim, tudo mesmo, até me pediu em namoro. Mas aí seria exagero e burrice demais.
F: Não há como amar alguém que não tem amor próprio. Bem, fico com a teoria do homem completo.
Lu: Que teoria?
F: Teoria do homem completo, o mestre do meio termo. Fazer as vontades da menina, mas não todas elas. Tratá-la carinhosamente, mas não em excesso. Sentir ciúmes, mas não aquela coisa doentia. Estar ao lado dela, mas não parar de sair com os amigos.
Lu: Exatamente. Os homens erram muito por não saberem ficar com o meio termo. Muito grude é enjoativo e falta de carinho é irritante.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Crônicas da Minha Vida (170) + Poema + Devaneio



.: DEVANEIO :.



Há muito tempo, uns cinco, ou seis, anos havia um desenho chamado Deus, o Diabo e Bob, o qual passava de madrugada. Ao contrário de Dilbert, eu não tinha o hábito de assisti-lo, devo ter visto, no máximo, três episódios, não me recordo muito de seu conteúdo, no entanto há uma frase dita por Deus da qual nunca me esquecerei (ou assim espero): “Você é o meu cara especial. Ele é o meu cara especial. Todo mundo é especial, Bob”.

E é essa frase que veio instantaneamente em minha cabeça quando, dando uma olhadela no Orkut de uma pessoinha, encontrei uma comunidade: Deve ser chato ser normal (descrição: “Nem quero saber como é”). Essa comunidade, assim como muitas outras coisas, me fez pensar em como todo mundo acredita ser especial, diferente e, em suma, único. Isso é algo engraçado, porque implica um paradoxo: se todo mundo é diferente e, portanto, anormal, então o anormal tornar-se normal e, por sua vez, o normal tornar-se anormal.

Em consequência, lembro-me da minha adolescência e daquelas pessoinhas que de tudo faziam para serem notadas — de tão desejosas de não serem apenas “outro tijolo na parede”, algumas dessas pessoinhas construíram personalidades honestamente desprezíveis, negando por completo tanto a moral quanto o bom-senso, tropeçando terrivelmente ao tentar apressar seu crescimento, perdendo experiências de suma importância para a vida adulta. Unicamente pela vontade de ter sua existência reconhecida pelo mundo, aquele rapaz que eu conhecia aceitou fumar maconha, depois saltou para o ectasy, então para a cocaína e, como dito por ele mesmo da última vez em que nos vimos há um ano, agora está aplicando heroína em seu organismo. Até onde eu sei, ele ainda está vivo, ou algo parecido com isso.

Mas isso não é um texto sobre drogas. Isso é um texto sobre notoriedade. Aquela velha história de “a única coisa pior do que falarem mal de você é não falarem de você”. Eu entendo esse sentimento, e até mesmo me vejo, ocasionalmente, como sendo vítima deste. É importante acreditar que você é especial, diferente e único, porque isso o ajuda a tomar as rédeas de sua vida, ser o protagonista da sua vida e, ainda que por um brevíssimo momento, desconsiderar que H.P. Lovecraft (e sua literatura) estava certo: nós somos apenas o produto de um acidente cósmico. E nada além.


.: POEMA :.

Correndo,
Correndo,
Correndo o mais rápido possível,
Tentando ser o seu homem completo,

Você quer que eu te queira,
Mas não todo dia,

Você quer que eu implore,
Quando não há nada a dizer,

Você quer que eu me irrite,
Mas sempre é difícil,

Eu preciso ser fiel,
Mesmo quando você age que nem uma vadia,

Você quer intensidade com doçura,
E delicicadeza e maldade,

Você quer me fazer ser o mestre desse meio-termo!

Correndo,
Correndo,
Correndo o mais rápido que posso,
Tentando ser o seu homem completo,

Você sabe que eu tentarei,
Eu posso ser o seu homem completo.



.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (170) :.

1610.
CW: Eu acho graça de arrogância.
F: Você deve achar muita graça de mim, então.
CW: (sem uma gota de sarcasmo) Ah, você nem é arrogante...
F: (olhinhos brilhando) OK, eu fiquei comovido agora... Primeira pessoa que não me tem como arrogante. Sairemos para jantar qualquer dia desses para comemorar!

1609.
F: Feliz/inspirada com as vitórias da Lady Gaga [no VMA]?
CW: Cara, 1) Fiquei triste pela Katy [Perry] não ter vencido nenhuma categoriazinha, 2) Lady Gaga estava vestida de Alexander McQueen, meu queixo caiu, 3) Lady Gaga estava diva em três figurinos, 4) Lady Gaga estava maravilhosa com aquele cabelo, 5) Lady Gaga mereceu todos os prêmios por Bad Romance, 6) Só faltou a Britney [Spears]. PS: Lady Gaga anunciando nome novo do CD, puta jogada de marketing.
F: OK, eu vou tomar isso como um “Sim, fiquei feliz/inspirada com as vitórias da Lady Gaga”.

1608.
F: Então, já está tendo uma impressão melhor de mim?
Lu: Estou sim, você é uma pessoa legal apesar de ser safado e metidinho.
F: Você tocou o meu coração, eu estou emocionado.
Lu: (risos). Isso foi irônico, mano?
F: Intensamente.
Lu: Puxa vida... Eu te elogiei. Você já está acostumado [demais] a ser chamado de safado.
F: Mais do que é saudável, para falar a verdade. Até pretendo escrever um texto sobre isso.

1607.
*no primeiro dia*
F: Eu aposto dez centavos como você não vem hoje à tarde.
G: Dez centavos? Não. Aposto cinquenta!
F: Cinquenta centavos serão então! (bate na mesa com a palma da mão) “Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno, porra!”.
*no segundo dia*
G: Aqui, toma o teu pagamento (despeja cinquenta centavos em moedas de cinco centavos).
F: Filho duma macaca assanhada! O que, assaltou o ceguinho da esquina é?
G: (rindo) Eu queria me livrar dessas moedas.
*horas mais tarde*
F: OK, nova aposta: cinquenta centavos como você não vem pro retorno mais tarde!
G: Apostado!
F: Beleza. (sorriso diabólico) [censurado], sabe que vindo, ou não vindo, você vai perder, né? Se vier, paga-me os benditos cinquenta centavos, se não vier, ah... (risos) Pega o dinheiro do ceguinho de volta!
G: Filho da puta!

1606.
Fa(i): Ele [o cachorro] te ownou.
F: Ah, grande coisa! Quem nunca me ownou?
Fa(i): É verdade.
F: Pior defesa de todos os tempos?
Fa(i): Com certeza.
F: (derrotado) Foi o que pensei.

1605.
Co: Eu trocaria um rim para me esquecer disso.
F: “Como é estranha à natureza do conhecimento! Ele apega-se à mente, uma vez adquirido, e ali fica como líquen na rocha”.
Co: Sábias palavras, as do Moderno Prometeu.

1604.
F: Todas as mulheres são safadas, algumas só não sabem disso.
J(p): (iludido) Não, nem todas. A minha mãe e a tua mãe não são safadas. As outras são.
F: (iludido) E a minha irmãzinha também não é. Tirando essas três, todo o restante curte uma safadeza.

1603.
J(p): Meu único arrependimento, por mais incrível que pareça, foi não ter avisado um cara, dava para ver que ele era um pai de família do tipo que passou o dia inteiro na rua, que um papel havia caído do bolso dele, eu vi o papel caindo, mas fiquei calado, ele só percebeu que estava sem papel quando desceu do ônibus e, né, não conseguiu recuperá-lo.
*horas mais tarde*
J(p): (na loja de conveniência) Amigo, acho que essa revista é do cara que acabou de sair.
Vendedor: (pega a revista e vai atrás do cara que tinha acabado de sair da loja).
F: Onde quer que ele esteja; o cara do ônibus está sorrindo, meu primo.
J(p): Tomara que sim.

1602.
J(p): Cara, eu tô pasmo, a [censurado] sabe quem é o Vegeta.
F: Normal. Ela cresceu na mesma época que a gente. Qualquer menina daqui sabe quem é o Vegeta. Menos a [censurado]²: ela não tinha nascido ainda.
J(p): Nem as gêmeas [altamente religiosas]. Elas estavam ocupadas rezando.

1601.
PV: Mas me responda uma coisa. Sinceramente.
F: Duas [coisas], até.
PV: Já sentiu por alguma garota o que você sentia pela [Srta. Insegurança]? Com a mesma intensidade? Duas perguntas.
F: Não. Não com a mesma intensidade.
PV: É impressão minha, ou vai sempre diminuindo a intensidade com o passar do tempo?
F: É, é mais ou menos assim, digo a única menina que conseguiu quebrar isso e está me fazendo manter o interesse por mais de três meses é a [censurado].
PV: Eu tô querendo conhecer a [censurado]² porque, de uma certa forma, eu quero voltar a sentir isso de novo como quando eu me apaixonei da primeira vez, talvez ela não me deixe assim, mas não me custa nada tentar.
F: Cara, eu acho que, no fundo, todos nós queremos nos sentir assim de novo, não é?


domingo, 12 de setembro de 2010

Uma velha estória (ou não)



Há uma velha estória — tudo bem, eu estou mentindo, não é uma velha estória, é uma que eu escrevi há menos de quinze minutos, mas, por favor, entendam que não há o mesmo tchan em dizer “há uma nova estória” que em “há uma velha história”, daí o uso da licença poética, enfim, continuando... Há uma velha estória de um macaco, um pequenino espécime de
Macaca mulatta que tinha um sonho: ele queria voar.

O macaquinho, que, a princípio, tinha o nome de Reso, uma súbita homenagem a um dos protagonistas da descoberta do Fator Rh, depois passou a ser chamado como o único macaco respeitado por mim, Son Goku, todavia com a derivação chinesa de seu nome, Sun Wukong, o Rei Macaco, e agora, por fim, atende pelo nome de Wu, queria voar. E nada no mundo impedi-lo-ia de tornar o seu sonho máximo uma realidade.

Por dias a fio, Wu pendurava-se em um galho da floresta e mantinha o olhar atento no voo dos pássaros — os Alcippe variegaticeps, os esplêndidos Lophophorus lhuysii e os Paradoxornis paradoxus. Ele esticava suas mãos, tentando, desesperadamente, alcançá-los, os seus olhos marejavam, o seu coração doía e em seus ouvidos ecoavam as palavras dos outros macacos de sua tribo.

— Ele é doido de pedra.

— Ele ainda vai cair dali.

— Alguém não deveria falar com ele?

— De onde veio essa ideia maluca de voar?

— Por que ele não entende que é um macaco como outro qualquer?

— O que há de tão interessante em voar, hein? Balançar de galho em galho é muito melhor!

— Deixem-no em paz, isso é só uma fase, uma hora passará, e não demorará muito: logo, logo, o Wu vai parar com essas sandices e voltará a se comportar como macaco que é.

E em seus dias mais sombrios, Wu desejava do fundo do coração que eles estivessem certos.

Foi então que Wu, em toda sua sorte, finalmente pôde ver um pássaro de muito perto, aproximou-se sorrateiramente da criatura alada e ficou a espiá-la atrás de um arbusto a uma distância segura, de tão concentrado, nem piscava e respirava unicamente quando era de uma necessidade urgente — e todo seu esforço foi recompensado: Wu entendeu porque ele, um primata, não podia voar. Ele não tinha asas.

Mas o que é uma asa senão um membro, ou apêndice, animal, morfologicamente adaptado para o voo independente, excluindo, portanto, estruturas anatômicas que tornam possível o voo rasante como, por exemplo, aquele dos esquilos voadores? Wu compreendeu que nunca poderia voar como os pássaros devido a sua carência de tais membros, todavia isso não implicava dizer que ele nunca poderia voar: Wu tinha imaginação e havia assimilado o princípio por trás do voo — imaginação e compreensão, o que mais é necessário para mudar o mundo?

Wu pegou vários caules de bambu e, usando teias de aranha, juntou-os com folhas grandes de planta, desse modo, construindo um tipo de aeronave cuja vela folhosa tinha uma aparência muito similar a de um triângulo, em outras palavras, Wu, o macaquinho, construiu uma Asa-delta. E levou-a para o topo da montanha.

— O que ele está fazendo?

— Mas que troço estrambótico é esse?

— Como ele fez isso? Parece complicado!

— Por que ele está indo para o cume da montanha?

— Meu Deus! Ele vai mesmo fazer isso?

— Alguém o impeça! Ele vai morrer! Isso é suicídio!

— E não é que o macaco endoidou de vez? Tsc!

Mas as palavras não alcançaram os ouvidos de Wu, o macaco, um pequeno espécime de Macaca mulatta, segurou firmemente nos tubos de bambu da rígida estrutura, correu e correu e, de repente, não correu mais. Não era preciso. Não havia chão tocando os seus pés. Na verdade, não havia nada os tocando. Wu estava voando. Ele havia realizado seu sonho.

Crônicas da Minha Vida (169) + Vários Bônus


.: DEVANEIO :.


Por que o bullying existe?


Normalmente, são os valentões que começam tais coisas, entretanto nem sempre as vítimas são tão inocentes assim. Não que os por quês tenham alguma importância.

Influenciados pela sociedade, pelos jogos, pelas revistas, pelos pais, pela escola, pela Internet.

Honestamente, tanto faz.

Você pode apontar n fatores que podem ser a origem de todo o bullying, contudo mesmo que os remova efetivamente, os valentões não pararão de agir desse modo.

Porque, no fundo, eles estão fazendo isso em nome da sua própria satisfação.


Enquanto eles não estiverem completamente satisfeitos, continuarão a fazê-lo.

É uma conclusão um tanto estranha, eu admito.

Eu não negarei...

O prazer inerente em ridicularizar alguém mais fraco do que eu.


Portanto, há apenas uma pergunta: eu posso suprimir a vontade de adquirir esse prazer?

Um prazer similar a atacar um país pré-moderno com mísseis enquanto você permanece a uma distância segura, aquém de toda a violência e catástrofes.

E ainda há aquelas pessoas que se limitam a apenas olhar enquanto os outros sofrem diante dos atos dos valentões. Elas não fazem isso unicamente por medo da retaliação caso tentem agir como heróis, mas também por estarem saboreando o fato de não serem as vítimas, de estarem em segurança. Há também prazer nisso.


Obviamente, é claro, existem “santos” que não se sentem confortáveis em permanecer em tal posição e simplesmente têm de ir ao socorro dessas vítimas às vezes não tão inocentes. Seria estranho ao máximo caso não houvesse pessoas assim, afinal, nós vivemos em um planeta de seis bilhões de pessoas. Há de haver uma boa alma.


.: 8 REGRAS PARA NAMORAR A MINHA IRMÃZINHA* :.
*(com comentários de outro irmão preocupado)


I. Use suas mãos na minha irmã e você as perderá em seguida. (E consequentemente perderá a vida também, depende apenas do meu humor)


II. Se você a fizer chorar, eu irei fazê-lo chorar. (Salvo a rara excessão de você dizer a ela que é gay e nada quer com ela)


III. Sexo seguro é um mito. Qualquer coisa que você tentar será prejudicial a sua saúde. (Vida e integridade física)


IV. Traga-a depois das 20 horas e não haverá próximo encontro. (E eu mesmo irei ao seu encontro, prometo, tu não irás gostar)

V. Somente pipoqueiros buzinam. Namorados tocam a campainha. Uma vez.


VI. Nada de reclamar enquanto está esperando por ela. Se você estiver entediado, troque o óleo do meu carro. (E se ainda assim preferir reclamar esteja convidado a retirar-se sozinho)


VII. Se as suas calças estiverem abaixo do seu umbigo, eu ficarei feliz em segurá-las com a minha arma de pregos. (PERFEITA!)


VIII. Encontros devem acontecer em lugares públicos. (E com meu consentimento) Você quer romance? Leia um livro.


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (169) :.


1600
.

Y(p): Já fiz [sexo] em todos os cômodos da [minha] casa. E com o carro em movimento.
F: (pasmo) Peraí, com o carro em movimento? Você é o que, um ninja?
Y(p): Não. Tem espaço pra menina sentar, só é mais difícil manter a concentração, mas dá.
F: OK, eu tô tentando imaginar a situação. ... Pô, mas daí só poderia ficar em uma posição.
Y(p): Sim. É a vida, né.
F: É, a gente tem que se adaptar às situações.


1599
.

Ju: Mas essa vai ser a festa do ano! Só pra você ter noção: três, eu disse TRÊS tequilas por DEZ reais, bicho, vai ser A festa!
F: Como eu não bebo... Nem ligo.
Ju: Mas você pega meninas que bebem (piscadela).
F: (sorridente) OK, você tem o meu interesse agora.


1598
.

My: Ah, eu ADORO morder. É tão legal deixar marquinhas. Eu ficava com um garoto que toda vez que nos víamos, ele saia roxo ou vermelho. Eu dava petelecos e mordidas no braço, pescoço... (risos). É legal.
F: Que maldade, hein.
My: Não. É legal (risos). Fica bonitinho.

F: OK, fica mesmo. Gosto de morder meninas, é divertido. E também é uma ótima preliminar, né.

My: Depende da mordida... Se for muito forte, é assustador.

F: Ah, pô, mordida de arrancar um pedaço intimida qualquer um, tô falando daquela mordidazinha de leve, só para marcar com os dentes e fazer uma pressãozinha. É legal de fazer isso no pescoço... Especialmente agora que vampiros estão na moda.
My: (rindo) Sim. Mordidas são legais.


1597.
F: Mas, sério, qual é a visão que as pessoas têm de mim?
My: Bom... Quer saber mesmo?

F: Sim! Quero!
My: Você não presta, não... Tem cara de quietinho, de anjinho, mas não é assim. Só aparenta ser. Você é o verdadeiro “malandro”, só que em pele de metaleiro (risos). Mas cuidado, hein, já falava nas antigas que malandro demais se atrapalha...


1596
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Mi (♀): Falou com a [censurado]?

F:
Mi (♀): O que ela disse?
F:
Mi (♀): Sério?
F:
Mi (♀): Porra, Felipe! Valeu, te amo, cara (beijinho no rosto)!
F: (pensamento) Incrível como eu consigo falar tudo o que quero sem dizer uma palavra sequer.

1595.

F: No lugar certo e na hora certa, as músicas [da Alcione e Fafá de Belém] podem ser divertidas de escutar.
CW: É... Tipo, quando você não pode mudar o que tá tocando.


1594.

CW: [Eu] é do tipo que só usa as coisas quando tá morrendo... Tipo: só vou usar óculos quando confundir um boi com um cavalo — apesar disso já ter acontecido.
F: (pasmo) Você tem de ser cega para confundir um boi com um cavalo! OK, como foi isso?
CW: Eu vi de longe. De longe não enxergo mesmo. Fica tudo embaralhado.
F: Teu oftalmologista mandou lembranças.

1593.
Ca: (com um copo de cerveja na mão).

Ba: (pega o copo de cerveja).
Ca: Ei!
Ba: Você já bebeu muito. Daqui a pouco vai começar a fazer perguntas-bombas.
Ca: Eu não faço perguntas-bombas.
F&Ba: CLARO QUE FAZ!
Ca: PROVE!
*flashback 2005*

Ca: (meio bêbado) Então, vocês estão apaixonados mesmo, ou é só curtição?

*flashback 2006*
Ca: (meio bêbado) Como se sente por ter dezoito anos e nunca ter beijado ninguém?

*flashback 2007*

Ca: (meio bêbado) Por que você não tem nenhum amigo negro, hein?

*flashback 2008*

Ca: (meio bêbado) Você não comeu a sobremesa por que tem problemas com o corpo?

*flashback 2009*

Ca: (meio bêbado) Cara, você curte mesmo transar com a [censurado] mesmo depois de ter dito que transar com mulheres com mais de vinte anos é nojento e chato?
*flashback 2010*

Ca: (meio bêbado) Já engravidou uma garota?
*de volta ao tempo normal*
Ca: OK, tá bom, eu paro de beber.

1592.
Ca: Cara, tô triste. [Minha namorada] veio aqui em casa hoje, pegou no meu rosto, me deu um beijo e me chamou de “unicórnio lindo”. Eu tô com uma puta espinha na testa.
F: (rindo) Sério, cara, eu não sei quem se ferra mais nessa vida: você, ou o meu primo mangaloide. Páreo duro!


1591.

G: (falando de uma menina) Cara, ela faz parte do grupo seleto das meninas-monstro.
F: Não é tão seleto assim, não.

G: (risos).

.: AGRADECIMENTOS :.


Muitos beijos, abraços e agradecimentos à
Vivian Mont'Alverne, Karen Mattias, Mayara Marques e Iule Karolkovas por estarem seguindo o Crônicas da Minha Vida. Eu pessoalmente dei uma olhada nos blogs delas e achei MUITO legais, vale à pena dar uma olhada.