quarta-feira, 14 de julho de 2010

Crônicas da Minha Vida (153) + Poema + Devaneio



.: DEVANEIO :.


Há uma comunidade no Orkut em que uma porção considerável dos meus amigos tem entrado ultimamente: Sinto PENA da nova geração. Aqui a descrição da comunidade: “Péssimos ídolos, péssimas tendências. Acompanham a multidão. Se contentam com pouco. Consomem até enjoar, depois jogam fora. Fazem qualquer coisa para aparecer na Internet. Acham bonito fingir que é retardado. E acabam por se tornar, realmente retardados. Isso é o que eu chamo de BURRICE VOLUNTÁRIA”. Primeiro, eu vou ignorar os erros de gramática no texto. Segundo, eu vou propor uma ideia: pergunte ao seu pai a opinião dele acerca da sua geração. Só isso. Não é nada muito complexo. É apenas chamar o seu pai, ou mesmo a sua mãe, ou um tio, eu sei lá, um parente da geração anterior à sua e perguntar a opinião dele acerca da cultura dos anos 90.
O meu pai respondeu da seguinte maneira: “Um bando de doidos e vagabundos”. Sim, papai é de um laconismo extraordinário, ele poderia ter se dado muito bem caso tivesse nascido em Esparta, mas esse não é o ponto, o ponto é: “Toda geração acredita ser mais esperta que a anterior e mais experiente que a posterior”. Infelizmente, eu falho em recordar o nome do autor dessa frase, se eu tivesse me lembrado, emitiria um pequeno comentário saudando-o por ter definido tão perfeitamente essa condição da natureza humana: o saudosismo.
Sigam o conselho dos Beatles: deixem estar. Todo mundo tem o direito de curtir, ou não, sua década e as tendências da mesma.


.: POEMA :.


Se quiser redimir os seus pecados,
Viva ao seu lado pela eternidade,
Se até os bons têm as almas salvas,
Que dirá dos
pecadores!


.: CRÔNICAS DA MINHA VIDA (153) :.

1440.
F: Mas, então, parece que você e a sua irmãzinha se amam de paixão.
CW: (sarcástica) Ah, completamente... Brigamos 24 horas por dia... Até em sonho.
F: “Até em sonho”, como é que é?
CW: A gente se enfrenta em um ringue.
F: Lutam o quê? Boxe, kung fu, caratê, puxam o cabelo uma da outra, se arranham e se mordem?
CW: Luta livre, vale tudo...
F: Preciso dizer que, mesmo em sonho, a ideia de duas irmãs se enfrentando num ringue faz com que qualquer homem fique com os olhinhos brilhando?
CW: (risos).
F: Tem tudo que nós, homens, adoramos: mulheres, violência e rock ‘n’ roll. Curte AC~DC?
CW: Respeito, mas não ouço muito, não.
F: OK, corte a parte do rock ‘n’ roll.

1439.
F: Pode contar comigo no teu aniversário.
He: Perfeito... [Eu] Te quero lá mesmo.
F: (rindo) Você me quer lá mesmo é?
He: Lá no meu niver.
F: (rindo) Ah, claro, vamos fingir que é isso (piscadela).

1438.
F: Sério, eu estou tão feliz que provavelmente aceitaria qualquer pedido não obstante do quão estúpido fosse!
Ju: Oba! Eu vou te vestir de drag queen quando eu chegar!
F: (sem reação).

1437.
Ba: (dando um sermão).
F: Sabe, moça, algum dia você será uma mãe fantástica!
Ba: Não, não, não! NÃO! Não vem com essa história! Não, não! Você não vai se livrar [do meu sermão] usando essa estratégia!
F: (segurando o riso) Mas é claro que não! Uma boa mãe nunca cairia nesse tipo de conversa!

1436.
*flashback final de 2007, início de 2008*
Turma: (comendo pizza).
H: Cientista, você é muito estranho! Todo mundo comendo com a mão e você com garfo e faca.
F: Fazer o que, né? Eu sou educado (piscadela).

1435.
CW: Serpentes me dão medo.
F: Normal, normal. Afinal, você é mulher. “História” mostra que mulheres e serpentes NUNCA se dão bem. O mesmo vale para mulheres e maçãs.

1434.
Jo: (todo feliz) Cara, a [censurada] disse que quer dormir comigo!
F: (instantaneamente) Dê a ela os melhores dois minutos da vida dela.

1433.
P: Mano, algumas pessoas têm azar. E você, mano, tem MUITO azar. Olha com quem está falando às quatro horas da madrugada nesse estado de espírito [desanimado] em que está! É mais uma piadinha de Deus contigo! Olha quem Ele lhe manda para fazer companhia [eu] (risos)!
F: Mano, você me fez colocar um sorrisinho no rosto, era tudo que eu queria. Acho que dessa vez Deus está é do meu lado mesmo. Valeu! Eu precisava rir um pouco!

1432.
P: (preparando uma piada) Diabetes é fatal, não [é]?
F: Na verdade, com as medidas corretas, diabetes é uma doença imunológica até que simpática. É diferente, por exemplo, de sarcoidose e de lúpus... Oh, quem eu estou tentando enganar? NUNCA é lúpus!
P: Sim, assim como o senhor é um literal “tapa na piada”. É cruel! Há anos você faz isso! É cruel!
F: É a minha vingança pelas piadinhas de ainda agora [quando eu pedi um conselho].
P: Acontece, mas “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”. (pausa) Mas já que somos ateus, isso não faz diferença!
F: (pasmo) Isso que eu chamo de sincronia [de pensamentos], hein, mano! Eu já ia dizer isso!

1431.
P: Mas como vovô diz: “Deus fecha uma porta, mas deixa aberta a janela que Ele entrou”.
F: Meu tio tem um ditado parecido: “Quando Deus fecha uma porta, Ele deixa uma janela aberta. Quando Ele fecha a janela, uh... É bom você ter uma marreta na mão, ou então vai ter que dar teu jeito pela entrada do cachorro”.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um feliz aniversário: Laércio & Helder



Unicamente para não passar em branco (e para me ajudar a concretizar o objetivo de fazer cem postagens em um ano), dedico essa humilde postagem aos meus amigos Helder e Marcondes, digo, Larcondes, digo, Maércio, digo, Laércio, sim, Laércio, Laércio está correto, que comemoram seus aniversários nesse dia 13 de julho. Eu não faço a menor ideia de quantos anos eles estão completando, entretanto isso não muda o fato de eu considerá-los como sendo bons amigos. Então, uh, é isso. Feliz aniversário!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Crônicas de Aniversário: Mamãe & Noiva



ANIVERSÁRIOS!


Hoje é um dia duplamente especial, pois não somente é quando minha querida mamãe — uma mulher adorável que me colocou para fora do seu útero depois de oito meses (aparentemente, eu era um péssimo inquilino, causava mil e uma complicações, dentre elas, pressão alta) — como também é o dia em que minha adorada “noiva” completará seus vinte anos de idade (cuidado, hein, “noiva”, está ficando madura!). Como eu não sei dar parabéns, vou encerrar esse quase-discurso dizendo que tanto mamãe quanto a “noiva” são pessoas bastante especiais para mim, desejo muitos anos de vida e felicidade e peço para não me agredirem ao descobrirem seu presente é isso aqui, digo, essa postagem do blog. Bem, é isso. Divirtam-se com o flashback!


.: MAMÃE :.


01.
*aprendendo a jogar xadrez*
Mãe: Como se chama essa peça? (aponta para o cavalo)
F: Eu chamo de Pacato.
Mãe: O nome é cavalo. E essa aqui? (aponta para o bispo)
F: He-Man!

02.
Mãe: Felipe, a sua tia quer ver você.
F: Mostra uma foto minha pra ela.

03.
Mãe: Felipe, a filha da minha amiga mandou um livro pra você ler...
F: (pensamento) Crepúsculo, não! Crepúsculo, não! Crepúsculo, não! Ah! Em nome do Príncipe das Trevas [Ozzy Osbourne]: Crepúsculo, não!
Mãe: (tirando o livro da bolsa) Crepúsculo!

04.
Mãe: Eu não entendo você e os seus primos, por que vocês gostam dessas coisas tão feias? Por que não gostam de anjos, de coisas da luz, de coisas bonitas?
F: "Porque os caras maus têm os uniformes mais bacanas", ora!

05.
F: Mãe, o DVD tá quebrado?
Mãe: Sim, o seu pai quebrou.
F: Como ele quebrou o DVD?
Mãe: Do mesmo jeito que ele quebrou a geladeira.
F: (pensa por um momento) Com muita determinação e trabalho duro?

06.
Mãe: (em plenos pulmões) FELIPE!
F: Não sei de nada, não fui eu, não estava lá, foi um homem de um braço só!

07.
Mãe: Felipe, você tá me incomodando.
F: Há dezenove anos e com muita determinação!

08.
Mãe: (falando pela n-énesima vez) E essa bem aqui é a casa da minha avó...
Pai: (pisa no acelerador para ir embora).
F&Fa(i): (risos)

09.
Mãe: Quem é essa [menina que tá te convidando para uma festa de quinze anos]?
Fa(i): É aquela menina que vivia me seguindo no [antigo colégio].
F: Ainda bem que você não tem Twitter!
Fa(i): (rindo) Pior que eu tenho.

10.
Fa(i): Mamãe, por que todo dia eu tô acordando às 7h e aí fico me revirando toda até dormir de novo?
Mãe: Porque você já quer ir pra aula.
F: Mãe, por que todo dia eu acordo ao meio-dia e fico querendo dormir de novo?
Mãe: Porque você é preguiçoso!

11.
Pai: (reclamando).
Mãe: (dirigindo) E você, o que tá fazendo?
Pai: Eu? Eu tô atrás do restaurante!
Fa(i): Não, pai, se a gente estivesse atrás do restaurante já tinha encontrado ele!
F: (risos).

12.
Mãe: (contando uma história) Eu tinha um namorado antes do [meu marido] que...
F&Fa(i): Depois [do papai] que não podia ser, né!

13.
Mãe: Felipe, você está indo dormir muito tarde.
F: E tô acordando muito cedo e não tô dormindo na aula, então não tem problema.
Mãe: É impossível que você não esteja dormindo na aula! Não dando nem uma cochiladazinha!
F: Pergunte pra sua espiã.
Mãe: Eu vou pedir pra mãe dela perguntar.
F: Ótimo. E mande-a ficar longe das minhas pernas, elas já têm dona!

14.
Mãe: (dando uma dica) A espiã senta na diagonal.
F: Puxa, mãe, que ótima dica! A sala é um retângulo, logo tem duas diagonais e todo lugar de uma diagonal faz parte de uma reta paralela!

15.
Mãe: Eu não sou paranoica!
F: Mãe, a senhora quis comprar um bote quando Santa Catarina ficou debaixo d’água!

16.
Mãe: Felipe, a casa não pode ficar bagunçada, o Nick chega aqui amanhã.
F: Primeiro, o nome dele ou é Costelinha ou é Vingador, faça sua escolha. Segundo, ele é um cachorro, duvido muito que vá se importar com a bagunça.
Mãe: Mas os “pais” dele também vêm para ver se ele pode ficar aqui.
F: Ah, se as crianças abandonadas recebessem o mesmo tratamento!

17.
Mãe: Você não pode matar carrapato.
Fa(i): O que tem que fazer, então?
Mãe: Tem que afogar no álcool e tocar fogo.
Fa(i): Por quê?
F: Porque eles são que nem vampiros.

18.
F&T: (descem do carro).
Mãe: Vão com Deus!
F: Eu não vou fazer essa piada, é fácil demais.

19.
F: (com medo de tomar injeção).
Mãe: A vacinação começa às 9h.
F: Mas no panfleto diz que é às 10h!
Mãe: E não precisa levar a carteirinha de vacinação.
F: Mas no panfleto diz que precisa!
Mãe: E só acaba às 13h30min.
F: Mas no panfleto diz que só vai até as 13h... (suspiro indignado) Sério, pra que serve o panfleto? Enfeite?

20.
Mãe: Cadê a tua mãe, [meu sobrinho]?
J(p): Tá matando uma galinha.
Todos: (espantados) Matando uma galinha?
Mãe: Como assim?
J(p): Eu liguei pro papai e ele disse que ela estava matando uma galinha lá na frente com a vizinha.
Mãe: “Matando uma galinha” quer dizer “fofocando”!
F: Ah, claro, “matando uma galinha”, “fofocando”, sim, eu posso enxergar a relação.

21.
Mãe: O [meu sobrinho-neto] tá gostosinho.
F: (pasmo) A senhora mordeu o bebê?!

22.
Mãe: (assistindo televisão) Credo! A mulher só tem um dente.
F: Mãe, a notícia é “Menina de doze anos morre após overdose de cocaína” e a senhora esta comentando sobre o dente da mulher? Isso é errado.

23.
Mãe: Por que você tá tomando Coca-Cola?
F: (hipoglicêmico e impaciente) Porque eu sou suicida.

24.
Mãe: Por que você acordou todo animado hoje?
F: Porque hoje é um lindo dia!

25.
Mãe: (toma um gole do meu refrigerante).
F: OK, mãe, eu amo a senhora, mas, por favor, não faça isso, sério, eu odeio que mexam na minha comida, não estou namorando a [censurada] porque ela vivia roubando a minha batata frita!

26.
Mãe: Eu te PROÍBO de sair mais cedo [do cursinho].
F: OK, mãe.
*minutos mais tarde*
Coordenador: Seguinte, pessoal, como hoje é o primeiro dia, haverá uma comemoração, então vocês serão liberados mais cedo.
F: (pensamento) Oh, mas eu nem queria rir.

27.
Mãe: Como você esta se sentindo?
F: Como se houvesse um troço cravado na região lombar do meu abdômen... Oh, wait!

28.
F: Novamente, a senhora está com frescura para me deixar sair por que mesmo?
Mãe: Porque eu estou com uma má sensação.
F: OK, e por que a senhora esta com uma má sensação? Digo, não é como se eu fosse passar mal e os meus amigos vão me jogar na vala.
Mãe: Eu não sei [porque estou com essa má sensação].
F: Fiquei confuso.
Mãe: Instinto materno.
F: Isso é estúpido! Senhora está dificultando a minha chance de diversão baseado em algo totalmente ilógico que a senhora nem tem como explicar!
Mãe: Viva com isso.

29.
F: (entrando no quarto) Oi, mãe.
Mãe: Você não foi para aula hoje.
F: (saindo do quarto) Tchau, mãe.

30.
F: Mãe, eu estou enjoado.
Mãe: Felipe, ainda bem que você não é mulher, ou então eu ia pensar que você estava grávida!
Fa(i): (rindo) O Felipe é um cavalo-marinho!
F: Obrigado, mãe, agora a [minha irmãzinha] pode me comparar ao macho mais estúpido da face da Terra.

31.
Mãe: Vendedor que é vendedor não tem partido político, time de futebol e religião.
F: Em suma, vendedor que é vendedor é como eu.

32.
*assistindo Watchmen*
Filme: (cena em que o Comediante, Edward Morgan Blake, põe fogo no mapa dos EUA).
Mãe: Isso aconteceu antes ou depois da morte dele?
F: (entre dentes) É, mãe, definitivamente aconteceu depois da morte dele. É, é.

.: NOIVA :.


01.
Pa: As complicações da minha vidinha pacata já se foram.
F: Puxa, que pena! Bem, daqui a pouco as complicações voltam e a vida fica agitada de novo!

02.
F: Eu não tenho mais paciência para esse “joguinho” [de flertar e cortejar].
Pa: Desde quando?
F: Desde as 21h54min do dia 23 de maio de 2009.

03.
Pa: Égua, Felipe, já te disse que te amo?
F: Não, hoje seria a primeira vez. O que é estranho, considerando o nosso [falso] noivado.
Pa: EU TE AMO!
F: (pensamento) Oh, tão diferente do “eu te odeio” que estou tão acostumado a escutar.

04.
F: OK, por que todo mundo quer ter dezoito [anos]? É só porque com dezoito anos atingimos a maioridade e, teoricamente, podemos beber, dirigir, transar, e ficar na rua até tarde sem ter de se preocupar com a Operação Cadê Seu Filho?
Pa: Tem gente que transa antes dos dezoito anos.
F: Sim, sim, eu mesmo transei pela primeira vez com quinze anos e justamente por isso coloquei o “teoricamente” na minha frase.
Pa: Perdi com dezessete.
F: OK, caí da cadeira agora... Pensei que você ainda fosse virgem, “noiva”! Sinto-me enganado, muito enganado.
Pa: (risos) Pensou? Eu também penso às vezes.
F: (ingênuo) Pensei, pensei.

05.
Pa: Ai, fiquei encabulada agora.
F: Ah, nem fique, “noiva”. É normal, é normal. Todo mundo transa uma hora. Às vezes, por dez minutos, outras vezes, por uma hora inteira e, quando você toma um bule inteiro de café, por seis horas sem descanso, o que, caramba, é ruim para as pernas, parece que [você] perde todo o equilíbrio.

06.
F: Ai, ai, ai, essas meninas por quem eu me apaixono... Incrível como todas vão embora.
Jn: Ah, mentira, a [tua “noiva”] não foi [embora].
Pa: Nossa, ele me excluiu.
Jn: Aham, ele te exclui. Tá vendo? Ele não te ama?
F: Não, não, paixão é diferente de amor. Eu me apaixonei por elas, mas [a “noiva”] é o amor da minha vida (piscadela).
Pa: Agora eu gamei de vez!
Jn: (risos) Coitada! Ainda acredita nesse papo!
F: Uia, “noiva”! Só agora que você foi ficar gamada?
Pa: Não, amor, já tinha ficado, mas agora nem para o Brad Pitt eu olho.
F: Nem pro Johnny Depp?
Pa: Pois é, né...
F: Amor da minha vida, tudo bem olhar para o Johnny Depp, eu admito que ele é um cara bonito, o único além de mim existente nesse mundo!
Pa: (risos) Isso que é “noivo”, viu!

07.
F: Olha, você tem cara de quem poderia competir tête-à-tête com a [censurado] na tequila.
Pa: (risos) Sério?
F: Sério, sério.
Pa: Uau! Tô feliz! Me livrei da cara de “keta”.
F: Cara de quê?
Pa: Keta. Quieta.
F: Ah, sim. Bem, é como vovó dizia: “As quietas, meu filho, ah, com as quietas nem o diabo pode de tanto fogo que elas têm”.

08.
C: Safado!
Jn: Safado!
F: Sério, que onda é essa de toda mulher me chamar de “safado” agora? Puxa, a única que não me chama assim é a "noiva" e, caramba, ela quem deveria me chamar assim.
Pa: ("noiva") “Safadio”. Agora tem o “I”.
Aa: Eu nunca te chamei [de “safado”], já?
F: Deve ter chamado, se não tiver, ora, aproveite a chance e me chame agora.
Aa: SAFADO!
F: E agora toda mulher já me chamou de “safado”. O ciclo está completo.

sábado, 10 de julho de 2010

Crônicas da Minha Vida (152) + Devaneio




.: DEVANEIO :.


Telefones. Eu os odeio. Grandes, pequenos, amarelos, pretos, azuis, fixos, sem fio, da Oi, da TIM, da Telemar, de teclados e daqueles que ainda tem de girar o círculo número para girar. Eu os odeio indiscriminadamente.
E também os temo: quando o telefone toca, um sentimento de pânico floresce imediatamente no meu coração, coloco o fone para fingir não estar escutando, ou então vou me esconder no banheiro para não ter de atender, infelizmente às vezes não tem jeito: eu estou sentado do lado da invenção maldita de Graham Bell, alguém resolve ligar e daí mamãe me lança um olhar intimidador, forçando-me a atendê-lo.
Tamanha é a minha felicidade quando não ligam para mim que só falto soltar rojões, quando a pessoa quer falar comigo, no entanto, murcho como se tivesse me acertado um chute no saco — pode ter certeza que quando me ligam é para ficar tagarelando sem parar durante horas e horas, daí lá fico eu, pendurado no telefone, escutando sem interesse, morrendo de vontade de desligar para poder voltar à minha vidinha, mas não, eu não posso fazer isso, seria falta de educação e ainda acarretaria um sem-número de complicações.
Por sinal, essa é a pior parte de estar namorando para mim: as conversas aparentemente intermináveis no telefone. É simplesmente fantástico. Depois de ter passado vinte horas em um chamego ininterrupto com a menina e duas horas dando a devida atenção ao grande mano esbranquiçado, eu volto para casa, tomo um banho, troco de roupa, ligo o notebook e preparo-me para jogar Age of Empires II: The Conquerors — no instante em que eu clico no primeiro villager e mando-o construir a primeira casinha, o telefone toca. E é ela. Eu, como todo bom namorado, respiro fundo, atendo o telefone e vou dar-lhe atenção, contudo sem nunca deixar de pensar o seguinte: “Em nome de Nossa Senhora do Pneu Furado! Nós passamos o dia inteiro um com o outro! Como é possível que ela ainda tenha o que falar?!”.
E é por isso que meus relacionamentos românticos dificilmente duram mais de três meses: a parte do telefone me desgasta em demasia. Malditos telefones! Eu os odeio e os temo. E maldito seja Alexander Graham Bell por tê-los inventado!


1430.
P: Talvez minha vida seja tragicômica.
F: Pô, e você ainda tem dúvida disso? Há dez anos nós temos vivido uma tragicomédia! Nos fudemos, rimos, nos fudemos de novo, rimos mais um pouco e daí nos fudemos mais uma vez antes de dar a volta por cima e fuder com quem fudeu conosco! É algo simplesmente fantástico!
P: (rindo) Sensacional!

1429.
Ba: Felipe, eu preciso da tua ajuda.
F: Não.
*silêncio*
F: Sim, moça, qual é o favor?
Ba: (confusa) Você acabou de dizer “não”.
F: Apenas pelo bem das aparências: você, eu e até mesmo um macaco com um pote de analgésicos sabe que, de um jeito ou de outro, eu vou ser tragado pela gravidade do teu problema e acabarei te ajudando com um plano mirabolante.
Ba: (pensa por um momento) É verdade... (pausa) Por que isso vive acontecendo com você?
F: (rindo) Eu te confesso que também queria saber, moça. Eu também queria saber.

1428.
F: (em dúvida) Falando em solteirice, mano, quando foi que eu fiquei com fama de pegador?
P: Você começou a contar seus casos com as mulheres e a explicar sexo para o povo, você virou pegador sem ter pegado metade das mulheres que DIZEM que VOCÊ pegou. Sim, eu sei como é isso, mas deixa eu te dizer: caso você arranje uma namorada nesse tempo, isso virará totalmente contra você, toda vez que se deitarem pra trepar, ela vai trazer junto um caso seu, ou um pseudocaso, pra junto da cama, escada e aonde for, e sim, sua vida virará um inferno. E após virar um inferno, você cairá na lábia de se apaixonar novamente, aí você estará fudido, e o resto nem preciso falar, né? Por isso, renegue esse rótulo antes que isso se vire contra você, porque irá!
F: Pois é, eu não entendo esse rótulo, é hipertenso, digo, já estão até dizendo por aí que eu peguei a [censurada] e a comi de cabeça para baixo!

1427.
P: Semana passada você teve problemas estomacais. Hoje novamente. E o pior: no mesmo dia da semana.
F: O que eu posso dizer? Terça-feira é um dia maldito. Mas não se preocupe, estarei melhor amanhã, afinal, quarta-feira é um daí bendito, foi quando eu nasci.
P: Eu já nasci numa sexta-feira.
F: (segurando o riso) Não, mano, você nasceu numa terça-feira.

1426.
F: Mas me diga, fazia esculturas de arte com massinha desde quando era pequena, ou esse teu lado artístico foi, por assim dizer, influenciado por outrem?
CW: Ah, eu comia a massinha toda e depois jogava fora. Sempre achei desenhar um saco. E pintar também.
F: (risos).

1425.
F: Estou triste.
Fa(i): (ignorando-me).
F: Pergunta por que eu tô triste.
Fa(i): Por que você tá triste?
F: Porque hoje é dia 6 de julho de 2010 e não há nem carros voadores, nem tênis que se amarram sozinhos e tampouco jaquetas de mangas ajustáveis.
Fa(i): (sem entender) Ahn?
F: De Volta Para o Futuro II.

1424.
Fa(i): (de fones de ouvido).
F: (jogando videogame) Caramba, eu adoro essas músicas do Prince of Persia.
Fa(i): (tira os fones) O quê?
F: Eu disse que adoro as músicas do Prince of Persia.
Fa(i): Ah, tá. Entendi você dizendo que adorava as músicas do Guns ‘n’ Roses.
F: Minha irmãzinha, eu somente diria isso se estivesse drogado ou muito apaixonado, o que é praticamente a mesma coisa.

1423.
F: O nome dele [namorado da tua amiga] é [censurado]?
P: Sim.
F: Diferente... Gostei do nome.
P: (brincando) Ele é lindo também.
F: (rindo) Ele pode até ser lindo, mas... Eu sou mais lindo ainda.
P: (fazendo a cara perfeita) Vocês dois podem ficar aí com a sua lindeza enquanto eu vou lá comer as menininhas, volto já!

1422.
CW: A minha irmã é fanática por estudos. Ela estuda 24 horas por dia!
F: (rindo) Ela quer ser médica, cientista da NASA, ou “apenas” quer construir um empreendimento multinacional e conquistar o mundo?

1421.
C: Eu nunca saio para lugar nenhum, por isso que venho quando tem esses eventos.
F: Pior é que quando marcamos de sair, alguém sempre fura.
Ln: (olhar assassino).
F: (culpado) Gente, desculpa [por viver furando].


NOTA: a partir de agora => Cl = CW.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Crônicas da Minha Vida (151) + Devaneio + Poema



.: Devaneio :.


Outro dia eu estava voltando para casa e me deparei com um sujeito maltrapilho, sujo, fedido, de fala enrolada e com cara de bêbado que tinha uma garrafinha d’água na mão, ele estendeu a garrafa para mim e pediu para eu abri-la, pois estava com as mãos molhadas e não conseguia; com medo que o sujeito me fizesse de trouxa e me assaltasse, eu o ignorei e continuei meu caminho rumo ao ponto de ônibus há alguns passos dali.
Em toda minha falta de sorte, eu perdi o ônibus e tive de esperar pelo próximo, o que me possibilitou presenciar um episódio simplesmente fantástico: um homem de terno e gravata e de rosto ocupado parou em frente ao sujeito maltrapilho, pegou a garrafinha de água, abriu-a e a entregou para ele antes de voltar a andar apressado. Eu fiquei simplesmente maravilhado com isso. Aquele homem acreditou no sujeito e este último agiu com sinceridade — há algo tão raro quanto isso hoje em dia? Em um mundo onde irmãos apunhalam um ao outro pelas costas, onde amizades tão feitas unicamente por conveniência, onde a quantidade de dinheiro em uma conta bancária é provida de maior valor que o amor verdadeiro e onde o homem rouba a vida do seu semelhante sem nem a menor hesitação, ainda há pessoas que acreditam na humanidade, na bondade alheia, em um mundo melhor.
Eu me senti um lixo por ter desacreditado naquele sujeito, julguei o livro pela capa e fui embora sem ajudá-lo, tudo bem, eu tive de pensar primeiro na minha integridade física — eis o grande problema: nosso mundo está tão distorcido que deixamos de acreditar na benignidade humana. É uma pena, é uma verdadeira pena.


.: Poema :.


Perambulando (vadiando) pela cidade,
Vejo uma multidão ao redor de um corpo,
Era uma mulher, uma puta
Grávida, deu à luz no meio da calçada
Que emocionante!
Eu vi a puta que pariu!


1420.
Cl: Caiu de novo [o MSN]...
F: Acontece. Qual foi a última mensagem que você recebeu?
Cl: Sobre os advérbios...
F: Ah, daí você ficou calada, eu pensei que o assunto tinha acabado e para acabar com o silêncio, perguntei por que você tinha escolhido Arquitetura.
Cl: Ah, sim... Porque o meu pai já trabalha com isso, ficaria mais fácil! E acho que levo jeito com a coisa...
F: Construiu um prédio de LEGO que ficou incrivelmente parecido com uma construção visigoda do século V, ou algo do tipo?
Cl: (risos).

1419.
*no Twitter*
J(p): Lá vem o Demônio da Noite: http://tinyurl.com/2aeta83. Sim, ele só “funciona” de noite.
F: Só vou assistir se o Akuma (“demônio”) mostrar mais golpes do Street Fighter. #trocadilho

1418.
F: Ei, boa foto.
J(p): Qual?
F: Essa daí do MSN.
J(p): Ah, sim. Eu pareço um fantasma [na foto]. Já vou trocar.
F: Não, esta ótima, deixa essa mesmo.
J(p): OK, vamos ver o que as mulheres vão dizer. As que eu julgo sinceras, é claro.
F: Não é por nada, não, mas mulher e sinceridade... OK, [eu] vou ficar calado.

1417.
Cl: http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46931/.
F: Legião Urbana? Sério?
Cl: Leu a letra?
F: Não somente [eu] li a letra como também namorei uma Clarisse de dezoito anos ano passado.
Cl: Nossa, ela tem um ótimo gosto!
F: (brincando) Eu sei, não é a toa que ela estava me namorando.
Cl: (risos) Humildade mandou lembranças.

1416.
Al: Alguém já viu o filme O Nevoeiro? Tipo assim, aqui em Sombrio [minha cidade] hoje só falta àqueles projetos de polvos (risos).
F: Nevoeiro, Sombrio, verdade seja dita, há uma relação aí.
Al: É... Pode ser. Mas hoje essa minha cidade esta sinistra.
F: Pois é, né, sabe o que fazer? Pegue logo um quilo de sal e proteja tua casa, esse nevoeiro não deve ser coisa boa!

1415.
M: Desde quando fiquei meio doidão, fumante e ateu declarado, começou um monte de mina que frequenta a igreja a dar em cima de mim, tipo, eu não tô com cabeça para namorar e ainda por cima uma religiosa, me explica, eu não tô entendo porque tô atraindo esse tipo de mulher.
F: Você é, para elas, o que um vaso sanitário é para um cachorro: não presta, mas ainda assim elas querem beber um pouco da tua “água”.

1414.
*no Twitter*
Cl: Eu odeio militantes de qualquer espécie e não acho que você vai conseguir mudar a cabeça de quem acha [o] racismo o maior barato e que [os] gays são doentes só porque meia dúzia de pessoas [gays] se fantasiam de Mulher Maravilha.
F: Merda, queimei meu dedo com o Miojo e ainda imaginei um amigo viado fantasiado de Mulher Maravilha.
Cl: Culpa minha?
F: Parte da Mulher Maravilha? Sim, sim. Parte do dedo queimado? Espero que não, você não tem cara de quem lança praga.

1413.
F: Ah, falando em pendrive... Se você puder trazer as fotos da festa em que eu fiquei com a [censurado] II e quebrei a cama da [censurado]², eu ficaria muitíssimo grato.
Ju: Você quebrou a cama da [censurado]² aquele dia? Levo sim!
F: Quebrei, ora. Entrou todo mundo no quarto depois de terem escutado o barulho [da cama quebrando], o [grande mano satânico] até pegou fita preta e consertou...
Ju: Ah, é verdade! OMG! O que vocês estavam fazendo?
F: Nada, eu me sentei e puxei ela para sentar no meu colo, quando vi, estávamos caídos um em cima do outro, e eu rindo.
Ju: (rindo) Tá... Finjo que acredito!

1412.
Ju: (cumprimentando-me) Eva[risto]!
F: Me diz uma coisa, eu já te elogiei pelas referências inteligentíssimas desse apelido?
Ju: Tem referências inteligentíssimas é (risos)?
F: Sim, sim, esse “Eva” faz tanta referência à aposta que eu perdi e que me fez trocar o Eduardo [meu nome do meio] por Evaristo, como também faz referência à Eva, a primeira mulher, e ao fato de você ter me comparado com a tua melhor amiga certa vez.
Ju: (risos) Seu outro “eu”, Eva, minha melhor amiga.
F: Uau, eu me senti como uma drag queen agora...
Ju: A gente bem que podia te vestir [de drag queen] algum dia (risos).
F: (tenso) Que diabo, eu acabei de imaginar como seria se eu tivesse uma peruca loira, um vestido cheio de lantejoulas e uma tonelada de maquilagem no rosto. (pausa) Ah, mas nem dá para eu ser traveco, tenho um pomo de adão do tamanho de um planetoide (sorridente)!
Ju: A gente esconde com um lenço...
F: Mas eu não quero ser uma drag queen...
Ju: Mas é só por uma noite.
F: Mas eu não quero ser uma drag queen nem por dois minutos..
Ju: Você não vai ser uma drag queen, só o Felipe vestido de minha BF [best friend] (risos).
F: (sarcástico) Ah, claro, como há uma diferença enorme, eu aceito.

1411.
Co: Ah, God! Como é que você consegue ter tanta autoconfiança assim?
F: É como meu primo sabiamente falou durante uma partida de xadrez comigo: “Um Rei que carece de fé em si nem de longe é digno de ser seguido”.
Co: Você acabou de se proclamar um Rei, ou é impressão minha?
F: (rindo) Por que você acha que eu vivo dizendo que a minha filha será uma princesa?